segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O que acontece aos corações partidos

É a mesma sensação de sempre. Você não consegue abrir mão, não consegue se despedir, e a cada instante que se passa quando parte fica claro o quanto você amou. Os nomes mudam, os cenários se alternam, mas a essência é única. Quando se cultiva um amor que não vinga, de todas as emoções a perda é a mais gritante. De repente, você se sente sem coração, e morre. E morre um pouco mais a cada dia que cultiva a dor. Porque a dor é a única maneira que restou de se conectar com a pessoa que você amou, já que ela se foi.

Mas o que acontece com aqueles que amam tanto a ponto de depositar todas as suas esperanças de serem felizes em outra pessoa que não demonstra a reciprocidade pela qual rezavam? É a mais irresistível ilusão, recheada com a maior de todas as dores que uma pessoa pode ter; projetar seus sonhos em alguém que não sente o mesmo, apenas para ser confrontado com o momento da verdade. O momento em que se descobre como estava gritando para o mundo que estava apaixonado, sozinho. Um amor que nasceu em você, cresceu em você, e morreu na entrega.

Imagine ter tanto amor assim, capaz de distribuí-lo sem medo ou culpa para todas aquelas que pareciam ser sua alma-gêmea, e continuar andando com a cabeça erguida desilusão após desilusão. Uma dor no coração após a outra, que no fim serve para fortalecê-lo ainda mais. Ninguém sabe como curar um coração partido, mas o mundo nunca parou de girar por causa de um e essa é a peculiaridade da vida. E quando um coração partido finalmente se recupera, você descobre exatamente o quanto se é forte. E o quanto o amor que vive em você é real.

Quando dói a ponto de morrer, você sobrevive.