domingo, 31 de outubro de 2010

Moresca para presidente

Eu sempre me considerei um bom cidadão; atravesso nas faixas, nunca furo filas e sou assíduo com prazos. Conheço a mim mesmo e meus valores, e sou extremamente leal a ambos, o que me faz pensar; por que não? Se o título vai para o mais irreverente, o mais carismático, ou no mínimo, o menos pior - e que possua todos os dedos - por que não? É algo para se pensar mais adiante, se nada der certo e se já existirem hippies demais. E para não dizer que não tenho experiência, ainda tenho guardado meu certificado de representante de sala da 8ª série do Ensino Fundamental 2, turma E, do ano de 2005. Se for eleito prometo não prometer nada além do que realmente possa cumprir, por mais que o povo esteja acostumado a engolir mentiras, e convido todos para a festa da vitória em um chopperia aqui perto. Vote consciente, vote para mudar, vote Moresca 19 por um Brasil melhor. Em Moresca confiamos.

***

E falando em utopias, aqui vai a trilha sonora de Outubro:

01. Wake Me Up When September Ends – Green Day

02. All Good Things – Nelly Furtado

03. Fake Plastic Trees – Radiohead

04. Xanadu – Olivia Newton-John

05. Believe – Cher

06. When I Grow Up – The Pussycat Dolls

07. Why Don’t You Do Right? – Peggy Lee (2010 Remix)

08. Cry For You – September

09. In the Waiting Line – Zero 7

10. Sexed Up – Robbie Williams

11. Better Man – James Morrison

12. Wonderful Tonight – Eric Clapton

sábado, 30 de outubro de 2010

Politicamente incorreto

Existe faculdade de Moda mas não existe faculdade de Política. Não que eu esteja criticando o curso de Moda – quer dizer, não muito – mas não deveria existir uma preparação mais criteriosa para nossos representantes? Como alguém extremamente leigo eu nunca participo de debates, não tenho filiação ideológica com nenhum partido e ainda não sei em quem votar, mas como até os membros mais duvidosos da nossa sociedade tem direito de expressar livremente suas opiniões, também me sinto no direito de expressar um pouco da minha frustração.

Eu assisti “Tropa de Elite 2 e entendo perfeitamente o quanto “o sistema é foda”, mas criticar o governo de braços cruzados é exatamente um dos principais fatores da “fodeção” do sistema. Digam o que quiserem dos baianos mas nós como nação somos um povo preguiçoso; quem de nós realmente quer o trabalho e as responsabilidades de administrar um país? Não é a toa que alguns prédios sequer tem síndicos.

E como o mundo é dos espertos, basta tirar proveito da ingenuidade e da preguiça do povo para chegar ao poder e adquirir plena estabilidade sobre o próprio umbigo – é o sonho de todos nós! Temos maior tendência ao sermos adeptos ao patriotismo em tempos de Copa do Mundo do que em eleições, então por que reagimos com tanta surpresa quando os jornais “desmascaram” quinhentos tipos de corrupção política por dia? Talvez Política não deva ser apenas um curso de graduação mas também uma matéria da grade do ensino fundamental. Quem sabe o país não muda se formos instruídos a criar consciência do mundo antes de tentar aprender Física?

Mas alguém acha que é uma coincidência assustadora o segundo turno e o Halloween caírem no mesmo dia?

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Evolução

Crescer é inevitável; faz parte do ciclo da vida e, quando menos percebemos, amadurecemos, mudamos e nos revemos no espelho hoje tão diferentes de ontem que sequer sabemos como aconteceu. Às vezes mudamos por vontade própria (nossas atitudes, nossa casa, nossos amigos) assim como mudamos conforme o mundo nos empurra adiante (nossas roupas, nosso corte de cabelo), e às vezes somos mudados por outros de maneira tão profunda que, ao relembrar nosso jeito de antes, fica difícil nos reconhecer.

Nunca deixamos de evoluir, mas o que acontece quando atingimos nosso auge, com toda a sabedoria adquirida ao longo dos anos, e mesmo assim sentimos falta da inocência de antes? Ao rever os registros do nosso passado como fotos antigas que capturaram nossos sorrisos em uma época mais simples ou os lugares que frequentávamos, ou velhos amigos que sempre estiveram conosco, parece que precisamos cavar cada vez mais fundo para reencontrar o que fazia de nós, nós mesmos.

Anos atrás descobrimos o fogo e inventamos a roda; agora inventamos maneiras de brincar com o fogo enquanto rodamos por aí sem rumo. Talvez tenhamos mesmo atingido nosso auge, como a folhagem de Outono – antes das folhas cairem. Mas se sentimos necessidade de reescrever nossa história, evoluir foi mesmo o melhor para nós?

Ao som de: The Fear – Lily Allen.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

19

Ontem à noite eu estava voltando para casa depois de uma festa surpresa que meus amigos e colegas de sala de aula fizeram para mim quando meus olhos começaram a se encher de lágrimas e a escorrer por meu rosto. Ao descobrir o que estava acontecendo, percebi que eram lágrimas de alegria, e que há tempos sequer chorava por tristeza.

Em aniversários as pessoas costumam rever inventórios de suas vidas e tudo o que conquistaram até aqui, então vejamos o que temos este ano: novos amigos, velhos amigos, um lar tranquilo, um bom emprego, um curso extraordinário, um cartão de aniversário gigante, três bolos e um pudim. É, as coisas vão muito bem. Com apenas dezenove anos; quem diria?

E aqui estou; mais sábio, mais experiente, ainda irreverente, incoerente, imaturo… Verdadeiramente, loucamente e intensamente bem, e mais gordo do que nunca. Felicidade não está mais há cem lágrimas de distância; finalmente chegou. Tudo o que me falta agora é você mas não me preocupo; você virá amanhã. Parabéns, Igor. Feliz aniversário!

Ao som de: (I’ve Had) The Time of My Life – Dirty Dancing Original Soundtrack.

Você vai adorar o amanhã: O musical

Eu não faço parte da família Von Trapp e minha cantoria não atrai tantos aplausos quanto eu gostaria, mas se tem um conselho que meus pais deram e que eu realmente segui, sem dúvida seria o de nunca deixar de ouvir música.

Quando eu era mais novo minha mãe fazia parte do coral da escola; elas montavam apresentações de natal e cantavam meio à assembleias escolares, mas o mais bonito sempre foi vê-la reunida com amigas através da paixão em comum pela música. Meu pai é um grande fã de U2 e sempre me incentivou a comprar CDs, sou grato pela excelente referência musical que só poderia vir dele – e do Bono.

Assim eu cresci com enorme fascínio por musicais, gravações acústicas e trilhas sonoras, e agora levo minha vida através de músicas. Para todo momento existe um fundo musical apropriado, certas músicas me lembram pessoas especiais, e algumas me capturam tão perfeitamente que me deixam sem opção a não ser cantar junto, e se deixar levar pelas letras e melodias. Para mim não há jeito melhor de viver do que através de trilhas sonoras, e por isso sempre faço questão de ter uma tocando em minha cabeça.

Ao som de: Xanadu – Olivia Newton-John.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando eu crescer...

(Quase) Dezenove anos depois. Estranhamente, me sinto mais jovem do que quando completei dezoito anos, e nem fiquei com medo de morrer dessa vez. E existem tantas coisas pra fazer ainda que não sei por onde começar, assim como existem tantas coisas que deixei para trás enquanto me preocupava em crescer e realizar meu sonho de criança; o de ficar acordado até tarde assistindo desenhos sem pai ou mãe me mandando pra cama porque amanhã de manhã tem aula.

Desenhos fizeram grande parte da minha vida quando criança; eu os rabiscava em meus cadernos, os assistia religiosamente enquanto grifava na revista da televisão à cabo quais eu simplesmente não podia perder, e foram minha maior fonte de fantasia, inspiração e esperança. Tudo o que deixei para trás porque um dia desconfiei que nada mais era interessante em comparação com a promessa de encontrar o amor, e abandonei meus personagens favoritos em uma caixa de brinquedos que insisto em carregar comigo mudança após mudança, e guardei minhas artes antigas no fundo do armário onde ninguém mais as apreciariam. E para que? Para crescer, me tornar livre, e ficar acordado até tarde vendo desenhos.

Ontem eu estava fazendo exatamente isso; me deliciando com flashbacks da minha infância com desenhos antigos que fizeram tanta parte da minha vida, hoje uma outra vida passada, e sobre quais não me lembrava há anos. Acho que é isso o que acontece quando crescemos; nossa inocência fica para trás e abre espaço para o mundo real. Talvez seja por isso que tantos são desesperados para se agarrarem à sua juventude, assim como existem aqueles como eu que nunca deixam a criança dentro de si morrer, eternamente jovens.

Ao som de: When I Grow Up – The Pussycat Dolls.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Dias de glória

Dizem que a medida em que um homem envelhece, a primeira coisa a morrer é sua paixão; os olhos perdem o otimismo, o coração tenta reacender sentimentos que esfriaram há muito tempo, enquanto a vida lentamente dissipa-se no ar deixando apenas lembranças de um grande homem em seus dias de glória. Mas quanto mais eu me conheço mais eu percebo o quanto minha paixão pela vida, e todas as envolvidas, está longe de acabar – meu amor ainda está vivo. Se houve erros certamente precisei cometê-los para aprender; existe jeito melhor de aprender do que trombar de cabeça com a realidade? E se um dia tive problemas, não foram por falta de felicidade; não mesmo. Ainda estou aqui de pé, firme e forte, pronto para o que mais vier, melhor que ontem, pior que amanhã, e sempre apaixonado. Eu não acabei; pelo contrário, estou só começando.

Ao som de: Better Man – James Morrison.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Amor, amor, amor

O problema é que eu sou romântico demais, porque para mim o amor é tudo; nem que seja apenas por um dia ou por um instante. Talvez por isso eu ainda esteja solteiro; toda manhã eu acordo e penso, “será hoje o dia?”, e toda noite eu deito a cabeça no travesseiro e penso, “será que a conhecerei amanhã?”. Eu imagino como ela será; seu sorriso, o jeito que arruma o cabelo, como ela ri, o contorno dos seus seios, seu pescoço… Só a promessa do amor pode ser tudo, mas nenhuma mulher poderia estar à altura da promessa que o amanhã tem reservada para mim. Ser afetado por mulheres é muito bom. A verdade é que ninguém realmente abre mão do romantismo.

Ao som de: Love, Love, Love – James Blunt.

A razão do meu afeto

Conforme amadurecemos, a linha tênue entre razão e emoção torna-se cada vez mais clara. A única coisa que não se clarifica é exatamente onde nos encontramos ao se tratar dela; afinal, estamos nos tornando mais racionais, ou só mais velhos? O diferencial está naquele pequeno fator chamado "amor", e o que acontece quando o encontramos. Alguns jogam todo o senso de razão pela janela para aproveitarem sem medo, e outros se fecham após inúmeros fracassos. Claro, qualquer um que recusa a se machucar por amor, acaba se auto-destruíndo. E então, descobrimos que ainda existe amor por aí, sem se importar se faz sentido ou não, e seguimos em frente. Mais experientes, mais fortes, mais felizes. E paramos de nos perguntar em qual lado da linha estamos, uma vez que razão é algo que construímos para si enquanto emoção sempre faz parte de nós. Mas o que acontece quando, por mais que tentemos nos orientar, ainda nos perdemos em se tratando de amor, razão ou a vida? Ajuda ter amigos tão perdidos quanto nós para mostrar o caminho. Vamos em frente, mesmo sem saber para onde vamos, mas vamos juntos. Você com a razão, eu com a emoção, e ambos perdidos. E vamos logo; não estamos ficando mais jovens.

Ao som de: Truly, Madly, Deeply – Savage Garden.

domingo, 24 de outubro de 2010

No limite da razão

Se eu fosse louco e você soubesse e eu não, você me avisaria? Porque preocupar-se tanto com perder a cabeça eu não sei ao certo, mas talvez seja porque eu sinto que estou vivendo sempre no limite da razão. Eu gosto de brincar com a minha sanidade porque sei que, no fundo, eu nunca realmente a perderei, enquanto eu continuar atento à brincadeira. Agora, não perca seu tempo tentando entrar na minha cabeça ou me entender; não há nada lá, e você não vai gostar da bagunça.

Então, aqui estamos; no limite. Como se estivéssemos à beira de uma sacada a vários andares acima do chão e de uma morte espetacular. Provavelmente o mais atrativo disto seja o senso de mortalidade existente que, por sua vez, é o que mais dá significado à vida; um pouco de morte no fundo de nossas mentes. Nós todos levamos nossa vida no limite, e é impressionante o quão pouco é preciso para nos empurrar além dele.

Ao som de: Losing My Mind – Barbara Cook.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Com ou sem você

Eu sinto que só estarei curado quando o dia chegar em que o telefone tocará e eu não esperarei que seja você do outro lado da linha. Mas enquanto este dia não chega, preciso ser forte pelo meu próprio bem, mesmo que pareça inútil agora. Foi algo estranho e incrível aprender que o mundo não pára de girar só por causa da minha dor; você apenas não está mais aqui, e eu sobrevivi. Existe vida depois do amor, mas ao olhar para trás não é possível acreditar que realmente consegui trilhar esta jornada. E não é a toa que continuo desorientado; afinal, você acabou. Foi sofrido, estou cansado, não consigo enxergar bem as pessoas ainda. E o que farei agora? Conseguirei seguir sozinho? E me apaixonarei de novo um dia? Me peguei sorrindo sozinho ao perceber que o que vem pela frente não é nada comparado a tudo que já deixei para trás; imagine só, a vida está só começando. E a vida é tão maior que você e eu… Quem diria? O outro lado da linha ficou mudo; o telefone não toca mais.

E assim, minha vida seguiu seu curso. Com ou sem você.

Ao som de: With or Without You – U2.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O que sexo tem a ver com isso?

Sexo está por toda parte; às vezes na forma de um belo par de pernas à mostra ou um decote revelador, e às vezes de maneiras mais sutis como um olhar penetrante ou lábios carnudos e provocantes, todos convidativos que nos leva a imaginar uma só coisa – de novo, de novo e de novo.

Ao amadurecermos sexo deixa de ser um mito e torna-se realidade, especialmente quando descobrimos que também ocorre com maior frequencia do que pensávamos; os pássaros e as abelhas fazem, nossos conhecidos fazem, e nossos avós e pais tiveram que fazer pelo menos uma vez para que pudessemos estar aqui hoje, usando todas as nossas forças para evitar uma imagem mental disto.

E com o tempo isto não só deixa de ser um tabu mas também desenvolvemos certos fetiches em particular. De repente o lado cro-magnon da nossa natureza cujo qual passamos a vida tentando desconder toma conta, e logo nos encontramos entre quatro paredes com mil possibilidades em mãos – assim como existem aqueles que deixam sua criatividade fluir em motéis, banheiros ou escadas de emergência. Mas reprimimos nossos desejos mesmo sabendo que sexo está sempre ao redor, assim como falar de sexo sempre faz parte das conversas – ainda mais, a vida sexual alheia.

E é no ato em si que permitimos que nossos instintos mais selvagens venham a tona; dois corpos quentes e suados tornam-se um enquanto os parceiros beijam-se, tocam-se, lambem-se, chupam-se, vibrando e arrepiando-se com o prazer eminente, possuídos pela fricção até a última erupção de gemidos que fazem seus olhares saltarem, seus batimentos cardíacos aumentarem, até perderem o fôlego com os dedos dos pés encolhidos e sorrisos estampados nos rostos, revelando a paixão e a satisfação de estarem juntos. Mas nunca se esqueça das preliminares; é aí que a diversão começa.

Sexo é vida, e tudo na vida deveria acabar com um orgasmo.

Ao som de: A Call From the Vatican – Penélope Cruz.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Condição crítica

Sabe quando você sente que está em um estado caótico tão grande que sua bagunça realmente começa a parecer… bagunça? São aqueles dias em que você sente que está tudo demais da conta, que dar conta do mundo lá fora está difícil, e sentir-se sozinho meio a uma multidão deixa de ser voluntário e passa a ser desconfortável. Estamos fadados ao desconforto a partir do momento em que deixamos o útero e adentramos este mundo; um tapa na bunda, algumas vacinas, e bem vindo ao mundo real. E já chegamos berrando, chorando e esperneando – coincidência ou não? Mas às vezes atingimos nosso limite de quanto podemos continuar competindo com convenções, padrões, rótulos e estereótipos sociais. É o momento em que percebemos que não queremos nos misturar com o bege do mundo, por mais que o resto do mundo não perceba que está sendo composto por diversas pessoas, porém todas iguais. Cansei; tentar manter status dá trabalho. E então, eu decidi me aprofundar no meu próprio mundo, que apesar de todos os apesares, faz sentido para mim. E quando àqueles que deixo para trás, se lembrarem de mim sabem como me achar. E em poucos instantes, já sinto uma liberdade estranha. Estranha e assustadora.

Meu nome é Igor Costa Moresca e eu deletei meu Orkut.

Ao som de: In the Waiting Line – Zero 7.

Relacionamentos imaginários

Todos nós nos envolvemos em relacionamentos que parecem mais profundos do que realmente são; às vezes por má interpretação, às vezes por vontade própria. Imagine desejar tanto alguém a ponto de alucinar uma ligação tão forte que pode levantar nossos pés do chão e nos levar a construir castelos em nuvens – nos nosso sonhos. Mas castelos em nuvens não se sustentam, e quando nos deparamos com a realidade e nossos castelos desabam, estamos fadados a desabar com eles.

Mas nossa queda não nos impede de ainda sonhar acordado com aquele alguém, e de como gostariamos que nossa intimidade fosse além de cumprimentos ocasionais, ou encontros acidentais. Às vezes mal nos vemos, e como seria bom nos vermos todo dia. Percebemos o quanto estamos presos em nosso medo da rejeição, de tentar esticar a mão e tocar aquela pessoa – ou então, de tentar tocar a felicidade.

Nos encolhemos quando ela entra no recinto, sentindo que é mais seguro perder-se em devaneios e tentar sentir como seria bom se esta pessoa estendesse a mão e nos ajudasse a levantar, deixando nossas ilusões para trás e passando a caminhar na mesma direção. Todos nós temos relacionamentos imaginários com pessoas cujas quais gostariamos que nos fizessem tão reais como as vemos, mas às vezes é preciso acordar para o fato de que nunca andaremos de mãos dadas.

Ah, mas como seria bom…

Ao som de: I Wanna Hold Your Hand – “Across the Universe” Original Soundtrack.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

À deriva

Quem nunca se sentiu sozinho numa multidão? Existe um certo tipo de desespero que não é expressado através de lágrimas ou desconentamento; aliás, você não pode percebê-lo com certeza até olhar fundo nos olhos destas pessoas, e se surpreender com a negação na qual vivem. Estas pessoas geralmente estão cercados de companhias, rindo à toa até que você as pegue em um momento de fraqueza, quando lançam um olhar que mostra como o que realmente querem está mais distante do que gostariam de admitir. De que adianta cercar-se de pessoas que você chama de amigos, se mesmo ao redor deles você se sente sozinho? Eu passo a maioria das noites sozinho em casa, sem ter para onde ir ou com quem ir, mas é por escolha própria. Claro, eu poderia me trocar e sair agora mesmo com as pessoas erradas, ir para lugares que nada tem a ver comigo, apenas para ter assunto na manhã seguinte. “É, eu saí ontem a noite. Fui com um pessoal em um lugar que nem sei onde é. Foi legal”. Legal é diferente de bom.

Estamos todos à deriva em um mar de rostos desconhecidos, a não ser quando encontramos aquela pessoa com quem decidimos compartilhar nossa vida, e que nos impede de nos afogarmos em nossas próprias lágrimas. Lágrimas que o mundo jamais descobre que derramamos. Mas até esse dia chegar, podemos tentar criar a ilusão de que somos amados por nos cercarmos de pessoas que mal nos conhecem… Para que? Não sou chato, anti-social ou convencido; sou apenas mais corajoso para assumir minha solidão, eu acho. Me parece o mais honesto a fazer. Talvez eu passe mais noites sozinho em casa, mas é apenas porque não encontrei as companhias certas e seguir as erradas não me parece bom. Porque mesmo em momentos de solidão, eu tenho amigos à distância que me fazem mais bem do que alguns que estão aqui do meu lado; amigos que me conhecem de verdade, e que não encontrei da noite pro dia.

Estou procurando por algo que ainda não encontrei. Sejam amigos leais, o amor da minha vida, ou apenas alguém com quem passar uma noite fria. Alguém que faça valer a pena. E isso não é fácil de encontrar, mas antes só do que mal acompanhado.

Ao som de: We’re All Alone – Boz Scaggs.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Realmente contente

Felicidade é algo que todos nós buscamos. Alguns a encontram quando saboreiam chocolate, alguns a encontram quando realizam uma compra, e alguns a encontram quando conversam com uma garota bonita. Alguns acham que só a encontrarão quando finalmente voltarem para casa, alguns acham que só a encontrarão quando fizerem um novo amigo, e alguns pensam que só a encontrarão quando vencerem uma competição. E então há aqueles que um dia deixam de buscá-la, pois olham ao redor e percebem que estava ao lado deles o tempo todo.

Ao som de: Wonderful Tonight – Eric Clapton.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aqui se faz, aqui se paga

Todos nós cometemos erros, machucamos alguém, causamos danos ou damos passos em falso, mas quando o mundo gira e a nossa hora chega precisamos assumir nossas atitudes e pagar por elas. Segundo a lei da causa e efeito, toda ação tem uma reação, retribuída com a mesma força com a qual foi lançada. Então se sabemos que nossas ações possuem consequências, por que às vezes achamos que podemos evitá-las? Se nosso carma nos persegue, por que insistimos em atropelar uns aos outros e tentar fugir? E mesmo depois de ter pago um preço alto por um erro, é da natureza humana deparar-se com a mesma situação e errar novamente. Algo que nunca falha é que tudo que vai, volta. E parece que não nos cansamos de aprender.

Ao som de: Same Mistake – James Blunt.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Duas vidas

É triste como podemos ir de intimidade a nada. Pense em quantas pessoas já estiveram na sua vida e como, de repente, você perdeu contato com elas. Felizmente ou infelizmente, eu não tenho este problema. Cada mulher que eu já amei, eu não deixei de amar. Em parte porque penso que a cada dia em que eu me esforçasse para abrir mão delas, mais eu estaria me distanciando de mim mesmo. Cada uma faz parte da minha história, por mais que eu não queira relembrar as risadas ou rever nossas fotos juntos. Estivemos juntos e isso é inegável. Todas as vezes que precisei de você, e que você precisou de mim, são marcas inesquecíveis do fato de que um dia nossas duas vidas foram uma só. E eu devo o que sou a cada uma de vocês; como eu poderia me permitir esquecer? Difícil de acreditar hoje, mas de certo modo já fomos almas-gêmeas. Anos atrás, em uma vida passada. Mas não posso fingir que nada mudou apenas em nome dos bons tempos. Eu não posso mais te amar.

Ao som de: Unusual Way – Nicole Kidman.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

À prova de balas

É um fato comprovado que, à partir do momento em que estamos soltos no mundo, estamos fadados a nos machucar. Por isso tentamos precaver acidentes e proteger nossa segurança com avisos, luvas, capacetes, óculos; tudo para preservar nosso bem estar físico. Mas e quanto ao nosso bem estar emocional? Não existe nenhum panfleto que nos alerte sobre como evitar danos ao nosso ego, ou ferimentos em nossas crenças, ou cicatrizes em nossos corações. E ao adentrar uma nova relação, como podemos abrir mão das estatísticas que claramente mostram que todos são capazes de nos ferir? Mesmo envolvidos nos braços de outra pessoa, estamos mesmo seguros? Exatamente o quão perigoso é manter um coração aberto?

E então nos abrimos novamente para as pessoas, agora com a pele mais grossa e com maior noção sobre o perigo. Mas às vezes delimitamos as pessoas, mostrando até onde podem chegar conosco enquanto permanecemos escondidos dentro de nós mesmos, tomados pelos traumas e decididos a nunca mais permitir que outros nos causem mal. Sem ações não há consequências, não há perigo. Mas também há aqueles que dizem que viver com medo na verdade não é viver.

Afastar as pessoas é como ferir a si próprio de dentro pra fora, sem considerar que às vezes outros podem ter o remédio para nossa dor. O melhor que podemos fazer é aprender a conviver com os riscos, e com o fato de que nossos corações infelizmente não são à prova de balas.

Ao som de: Bulletproof – La Roux.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Igor, o incorrigível

Bem vindos ao funeral; o Igor está morrendo. E eu não sei quanto a vocês mas isso me assusta profundamente, afinal, eu costumava ser ele. Às vezes eu me pergunto se nasci para ser complexado, agoniado, já que me sinto tão confortável com a melancolia. Mas isto não é sobre mim; é sobre prestar as últimas homenagens ao Igor, o garoto sonhador e apaixonado pela vida, um bom amigo e, acima de tudo, o incorrigível. Deixou este mundo para trás por não ser capaz de suportá-lo, e encontrou seu fim quando seu coração – seu bem mais precioso – o traiu ao atingir seu limite; deu amor até onde podia, mas infelizmente seu amor não era ilimitado como pensava ser. Desgastou-se, feriu-se até entregar-se à sua última complicação.

“Eram exatamente 23:00 numa quinta-feira morna quando aconteceu. Algumas lágrimas ainda escorreram por meu rosto como símbolo do meu luto. De repente todas as crises, todos os dramas, todos os momentos de agonia e extase pareciam memórias distantes. Memórias distantes de um passado tão inesquecível que chegava a doer, em forma de saudade e arrependimento por frases não ditas, atos não realizados, e do amor que poderia ter sido e não foi. Ainda sinto uma dor física, o peso da esperança, da crença inacabável de que algo mais ia acontecer. Estava claro, dado tudo que aconteceu, que não era você e que se você está aí, feliz com seu amor e batalhando pra ter a vida que sempre sonhou eu também tenho direito, mesmo que por enquanto ainda seja só eu, num apartamento vazio, consumido pelo passado e obcecado pelo futuro. Sejamos honestos, se fosse pra ser já teria sido. Eu não estaria aqui passando noites sem dormir pensando em você, e você não estaria aí sem minha companhia no caminho da sua casa. É verdade, eu nunca vou te esquecer. Mas em ves de arrastar nossas lembranças comigo ao dormir e acordar para um novo dia, eu nunca realmente seguirei em frente como você fez. E depois de tudo, está na hora de eu ser feliz também. Com ou sem você.

Aqui jaz o grande romantico e eterno otimista, que suspirava por esperança, e que morreu esperando. E às 23:09, eu já não sentia mais nada.”

Aqui jaz o coração de Igor Costa Moresca.

Ao som de: Back in Black – Amy Winehouse.

domingo, 10 de outubro de 2010

Honestamente, loucamente, profundamente

Já faz tanto tempo desde a última vez que eu me apaixonei que provavelmente eu nem saberia reconhecer um amor agora. Eu sinto falta, mas meu medo é maior do que minha saudade. Só de pensar em ter parte de mim controlada por outra pessoa… Mesmo sabendo que esta é a graça – a entrega, a redenção – a idéia me parece muito surreal. Quem sabe fosse só uma questão de tempo para este coração perder sua convicção e permitir-se esfriar, desilusão após desilusão. Alguns ainda dizem que se apaixonar é maravilhoso; eu não saberia dizer como é. Aliás, relembrar minhas paixões antigas e tudo que fiz por elas – por amor – já nem parecem memórias reais. Conversas à meia-noite sobre o luar, atravessar tempestades para chegar em sua casa, declarações no telefone, abraços, beijos, cartas de amor… Não parecem ações que poderiam vir de mim hoje, mas um dia foram. Anos atrás, quando estávamos juntos. E o mundo nunca saberá…

Ao som de: Mandy – Barry Manilow.

sábado, 9 de outubro de 2010

... para sempre.

Todo conto de fadas tem seu holofote na princesa indefesa e sua espera pelo homem de seus sonhos, o príncipe encantado. E por muito tempo, as mulheres realmente acreditavam nisso, mas depois da Revolução Sexual o “felizes para sempre” sofreu alterações dramáticas.

Uma vez que contos de fadas eram as tentativas machistas dos homens de prender as mulheres à ilusão de que eles eram a resposta de todos os seus sonhos – e, no entanto, eram inferiores e precisavam deles – as mulheres perceberam isto, e o plano foi por àgua abaixo quando o primeiro casal de lésbicas veio à tona; cansadas de esperar, as princesas passaram a aproveitar as companhias delas mesmas.

E logo o conceito foi totalmente descartado quando as mulheres decidiram salvarem a si mesmas; não se tratava mais de um mundo dos homens, mas uma terra de iguais sem lugar para sonhos infantis. E então o inesperado aconteceu; os homens tornaram-se o “sexo frágil” e mais, os homens passaram a fantasiar com o “felizes para sempre” logo quando as mulheres haviam desistido da idéia.

Hoje mais e mais homens cultivam a crença dos velhos contos de fadas mas, no fim, tudo que restou foram príncipes em buscas inúteis passando por uma torre vazia após a outra, sem princesas para salvar. Assim cavalgamos sozinhos em nossos cavalos brancos rumo ao por-do-sol, com o sonho do “felizes para sempre” mais distante do que nunca. Não é a toa que não acreditamos mais em finais felizes; nós todos nos perdemos no meio da história.

A ironia é que, hoje em dia, todos nós precisamos ser resgatados.

Ao som de: So Close – Jon McLaughlin.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

100 lágrimas

Todo mundo é bom em alguma coisa e se destaca de alguma forma mesmo sem acreditar em si mesmo; os outros podem ver. Em dias menos felizes, com céus acinzentados acima, parece que o mundo não passa de dias iguais vividos de formas diferentes, e que nós mesmos não fazemos tanta diferença quanto pensamos. Mas não deixe se deixar levar por dias menos felizes; dias melhores sempre virão.

Por exemplo, eu gosto de escrever. Escrevo todos os dias, quando a inspiração leva minha imaginação longe, assim como minha tão cultivada sanidade e meu senso de realidade. Assim escrevo… E maravilhosamente bem, na verdade. Alguns dizem que é falta do que fazer; eu digo que é um dom. Mas ninguém nunca lê; dizem não ter tempo para isso, que estão ocupados… Enfim, nunca lêem. Eu ficava triste no começo; afinal, para que estava escrevendo? Para que estaria aqui, texto após texto, vírgula seguida de vírgula, transcrevendo cada alegria e cada lágrima, se ninguém dá atenção?

Me fez pensar em parar de escrever, de deixar tudo isso para trás. E então eu percebi; porque devo parar de escrever se é algo que me faz bem? Foi aí que eu aprendi que não poderia deixar que o mundo me impedisse de fazer algo que faço tão bem. Você tem que aprender a conviver com a indiferença do mundo; é isso ou permitir-se morrer, deixar de ser quem é para ser quem os outros querem que você seja. Mais um meio ao bege do mundo, todos iguais sem ousar pisar fora da linha. Mas meu prazer em caminhar sobre a linha da loucura é maior do que viver em qualquer padrão. Sabe por que? A esperança é a última que morre; um dia alguém leria meus apelos e quando este dia chegasse, todas as minhas palavras teriam valido a pena serem escritas.

E, cem lágrimas depois, foi exatamente o que aconteceu. Obrigado por ler, seja lá quem você for. Sei que não estou mais chorando sozinho; são lágrimas de alegria agora. E então, este tornou-se o meu mundo. Seja bem vindo.

Ao som de: One Hundred Tears Away – Vonda Shepard.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

É só isso?

Em “Nine, Luisa (Marion Cotillard) direciona uma fala à seu marido Guido (Daniel Day-Lewis) que resume em poucas palavras sua crise existencial, e consequentemente sua essência; “Obrigada por mostrar a mim que não sou especial. Você não passa de um apetite, e se um dia você deixar de querer, você morrerá. Você toma tudo para si, e agora eu estou vazia”. O problema em nutrir expectativas é que quanto mais forem elevadas, menores são as chances de atingí-las. Algumas pessoas se resumem a uma vontade constante, uma busca por algo a mais; além da felicidade, melhor do que o amor, algo que complete o vazio existente em seus corações… Algo que nem sabem o que é. Pessoas que esperam por tudo e acabam sem nada. Pessoas como eu.

E então existem certas pessoas que são como peças de um quebra-cabelça, cujo maior sonho é um dia encaixar-se perfeitamente com outra pessoa – e este breve momento do encaixe é o que chamam de felicidade. Mas de nada adiante montar a imagem dos sonhos com outra pessoa se, no fim do dia, daremos um passo para trás para contemplarmos o que realizamos e apenas diremos, “É só isso?”.

São pessoas que vivem em lutos constantes, sempre querendo mais e nunca satisfeitas. E como chamamos estas almas torturadas que vagam incansávelmente à procura da felicdade além da felicidade? São os jovens, que só se dão conta de tudo que possuem quando perdem, e é uma lição que aprendem muitas vezes; descobrir que “só isso” na verdade é “tudo isso”. Mas isto faz parte da sabedoria que vem com a idade, e o tempo se encarrega.

No fim de “Nine”, Guido finalmente perde tudo que tinha e se vê forçado a começar de novo, fazendo renascer a esperança nos olhos de sua ex-esposa - e a arte imita a vida até finalmente aprendermos a lição. Deve ser normal ficar tonto às vezes, já que esse mundo nunca para de girar.

Ao som de: Is That All There Is? – Peggy Lee.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Legal é diferente de bom

Eu escrevo muito sobre o amor mas em se tratando de sentí-lo, ao procurar fundo em meu coração, talvez não tenha sobrado nada. O oposto de amor não é ódio, é a indiferença, porque quando odiamos alguém pelo menos de algum modo ainda estamos conectados. Mas quando somos indiferentes, esse é o ponto mais baixo que alguém pode chegar em relação aos outros ou a si mesmo. Não há nada pior do que não sentir nada. E eu temo que indiferença seja o que restou no meu coração hoje.

Escrever sobre o amor é só o que tenho e, talvez, seja minha última esperança de reascendê-lo – através de palavras. É o que está me mantendo vivo. Toda vez que termino um novo capítulo da história que conto aqui, eu sempre tenho a sensação esperançosa de que talvez desta vez eu serei ouvido… E quem sabe, talvez alguém possa se apaixonar pelas minhas palavras e por mim, e me trazer de volta a vida. Tudo o que eu quero é que o amor me reanime, porque tenho vida demais correndo por minhas veias, sendo desperdiçada. E com isto eu me importo; talvez já seja um começo.

Mulheres vem e vão, mas cartas de amor são para sempre.

Ao som de: Feel – Robbie Williams.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Palavras cruzadas

Por mais progressiva que nossa sociedade afirme ser, as relações entre as pessoas nunca estiveram tão frágeis e volúveis como hoje em dia. Por exemplo, temos dificuldade até mesmo em pronunciar algumas palavras em voz alta por temer seus significados, e as consequências que podem vir à superfície. Como admitir derrota ao dizer “desculpe”, ou tornar-se vulnerável por dizer “por favor”, ou assumir fraqueza e até desesperança por dizer “eu ainda te amo”. Algumas palavras são difíceis, perigosas, capazes de nos destruir segundos após serem enunciadas, porque sabemos que uma vez ditas não podemos tomá-las de volta. Quem as emite se arrepende, enquanto quem as ouve não as esquece. E o que podemos fazer para não nos tornarmos escravos de nossas palavras? Basta que pensemos duas vezes antes de enunciá-las, e nos lembrarmos sempre de nunca subestimar o poder de um “oi”.

Ao som de: Sorry Seems to Be the Hardest Word – Elton John.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eu ♥ Londrina

Dois anos depois. Londrina ainda está do mesmo jeito que a deixei; pacata, civilizada, o lugar perfeito para se viver. Lugares históricos como o lago Igapó, o colégio Marista, e a avenida Maringá continuam abertos para visitas, e as pessoas… Ah, as pessoas não são exatamente as mesmas, mas acho que é o que acontece ao longo do tempo.

As prioridades redefinem-se, as companhias se diversificam, os sonhos mudam. Mas é sempre surpreendente como tudo volta a ser como antes quando eu os visito e a os reúno, um a um; e num piscar de olhos voltamos a os nossos dezessete anos, com nossas velhas esperanças, completa imaturidade e sem noção alguma do que o amanhã iria nos trazer.

E quando chega a hora de ir embora, pedem que eu fique mais ou que os visite mais vezes. Dizem que ainda sou o cara de antes, e que salvei seu final de semana. Mas o mundo real me achama e todos nós precisamos voltar à realidade que agora nos cerca; não estamos mais juntos, e não somos mais crianças. Porém, é reconfortante saber que não esquecemos uns aos outros, e que estamos apenas a um ônibus de distância.

O tempo pode ter nos levado adiante, mas enquanto ainda nos reencontrarmos no coração da nossa cidade, nossos dezessete anos continuarão vivos.

Dedicado à cidade de Londrina, meus amores, e todos que me recebem de braços abertos quando volto pra casa. Antes, agora, e sempre.

Ao som de: (I’ve Had) The Time of My Life – Bill Medley & Jennifer Warnes.