segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Minha música

Levo minha vida através de músicas, e não consigo pensar em uma maneira melhor de passar os dias. Algumas pessoas dizem que gostariam que a vida viesse com trilha sonora; bom, a minha tem. Cada momento me lembra uma música, assim como cada melodia sempre carrega em sua letra algumas lembranças. Desde as baladas até as eletrônicas, os blues e até mesmo as mais bregas, música está sempre comigo. E a vida até parece mais fácil de ser levada quando se tem uma canção no coração.

Descobri que o segredo está em encontrar seu próprio ritmo, e aprender a dançar conforme o que toca em nossa alma. Mas a maioria das pessoas não pára pra pensar sobre o poder da música, mesmo sem saber que às vezes estão se apoiando nas canções dos outros ao em vez de buscarem a sua própria. Só que estas baladas nem sempre terminam bem, e se não nos cuidarmos podemos acabar presos na pior nota; só.

É preciso encontrar sua própria música, e sua própria voz para cantá-la. E se um dia você encontrar alguém que ame o seu tom que você mais gosta, então descobrirá que existe felicidade maior do que dançar sozinho e sem preocupações, mas a felicidade de dançar com alguém que se encaixa perfeitamente no dueto dos seus sonhos. A vida é uma música cuja qual não sabemos a letra mas que adoramos cantar junto, porque o ritmo é cativante demais para ser ignorado.

Experimente ouvir a música que toca em seu coração, e veja o que acontece. E para aqueles que não possuem trilha sonora, empresto a minha; com direito a dois volumes, porque eu me diverti demais.

Trilha sonora de Janeiro, 2011 – Edição Especial de Férias

Volume I

01. Hello, Goodbye - Glee

02. Need You Now - Lady Antebellum

03. Defying Gravity - Chris Colfer & Lea Michele

04. Sun in My Eyes - Myomi

05. Ray of Light - Madonna

06. The Time (Dirty Bit) - The Black Eyed Peas

07. Telephone - Lady Gaga feat. Beyoncé

08. 4 Minutes - Madonna

09. Me Against the Music - Britney Spears feat. Madonna

10. Poker Face - Idina Menzel & Lea Michele

11. One Less Bell to Answer / A House is Not a Home - Kristin Chenoweth & Matthew Morrison

12. Impossible - Shontelle

13. A Thousand Miles - Vanessa Carlton

14. Something – Jim Sturgess

15. Bridge Over Troubled Water - Simon & Garfunkel

16. Bohemian Rhapsody – Queen

17. Home - Kristin Chenoweth

Volume II

01. Fire - Kristin Chenoweth & Matthew Morrison

02. Maybe This Time - Kristin Chenoweth & Lea Michele

03. Just the Way You Are - Bruno Mars

04. Hello Twelve, Hello Thirteen, Hello Love - Jonathan Groff & Lea Michele

05. Beautiful – Christina Aguilera

06. Tell Me Something Good - Matthew Morrison

07. The Things We Do For Love - 10cc

08. Time to Pretend - MGTM

09. Je Suis Moi - SHY'M

10. On My Own - Lea Michele

11. And I Am Telling You (I'm Not Going) - Amber Riley

12. World Behind My Wall - Tokio Hotel

13. All I Ever Wanted - Kelly Clarkson

14. If I Fell - Evan Rachel Wood

15. No Regrets (Non, Je Ne Regrette Rien) - Edith Piaf

16. Listen - Beyoncé

17. Your Song - Ewan McGregor

Bonus Track: What I Did For Love - Lea Michele.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O que eu fiz por amor II

Desde as pequenas concessões até os mais grandiosos atos, todos nós em algum ponto de nossas vidas deixamos a razão de lado e agimos solenemente de acordo com nossas emoções, e seguimos a direção que o coração nos apontou como sendo o caminho certo.

Deixamos nossos sonhos de lado, nossas vontades em segundo plano, e nossa felicidade em espera, tudo para trazer um sorriso ao rosto de uma pessoa especial, mas que nem sempre se dá conta dos sacrifícios que fazemos. E até então nem nos preocupamos com o quanto este amor nos desgasta, nos exaure a alma e aos poucos nos destrói, até nos lembrarmos da pessoa que costumávamos ser e dos planos que tínhamos; planos dos quais nos desfizemos alegremente, na esperança de que tudo valeria a pena no fim.

Nós crescemos, amadurecemos e aprendemos que por mais egoísta que pareça e por mais amor que você sinta por essa pessoa, você precisa amar mais a si próprio. E com o tempo, é o amor que acaba ficando em segundo plano. Nos damos conta de que nossos sonhos são maiores que tudo isso, inclusive maiores do que aquela pessoa.

E mesmo quando passamos a ter os dois pés no chão e a tomar decisões com base somente naquilo que é real e visível aos olhos – ao contrário do que sentimos, por mais forte que seja – jamais nos esquecemos, e tampouco nos arrependemos das coisas que um dia fizemos por amor.

Ao som de: What I Did For Love – Glee.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Se eu me apaixonar por você...

… promete que será pra valer? Porque eu já me decepcionei antes, e não queria que fosse uma vez mais em vão. Aliás, nunca vivi com um coração inteiro, sempre esteve partido. Sempre esteve faltando algo, quer dizer, alguém que pudesse repará-lo. Alguém que pudesse me tornar completo, e que atribuisse significado à minha existência tão indefinível e até mesmo vazia às vezes.

Os momentos em que mais me sinto vivo são aqueles em que sento diante de uma tela em branco e a preencho com minhas palavras, meus desabafos. Tento retratar minha alma aqui, e dar forma a tudo aquilo que vive solto em mim, sem contorno. Eu prometo me apaixonar por você, prometo ser fiel e leal ao amor que construiremos juntos, e prometo que valerá a pena até o fim.

Prometo nunca deixar a chama se apagar, e reconquistá-la todos os dias se for preciso. Prometo lembrá-la porque estamos juntos quando parecer que não há mais sentido; prometo mostrar a você aquele algo a mais que nos uniu, e desde então não nos separou. Se não soube ao certo porque tem sido tão infeliz sozinha, porque não tenta ser feliz comigo?

É, eu gostaria de me apaixonar por você, por favor. E quem sabe, você também não se apaixona por mim?

Ao som de: If I Fell – Evan Rachel Wood.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Sem arrependimentos

Eu estou tentando, e de verdade dessa vez. Este ano quero cumprir a promessa que fiz até o fim; chega de pensar duas vezes se é uma boa idéia ou não, o negócio agora é tentar mesmo sem rede de proteção, e ter o mínimo de arrependimentos possíveis. Quem sabe se eu tiver sorte, não haja nenhum arrependimento para me assombrar. Desta vez estou lá fora no mundo, dando minha cara a bater, e admito, quebrando a cara uma vez após a outra. E tem sido bom, sabe?

Tentar. Esse é o segredo. Não importa o que aconteça, se sentir mal por não ter dado certo ainda ganha da agonia de viver sem saber o que poderia ter sido. Descobri várias coisas quando decidi tentar desafiar a gravidade, mas algumas coisas levam mesmo anos para serem aprendidas. Faça o que te faz sentir bem sem se importar com o que os outros possam pensar, ser solteiro não significa que você está sozinho, e o fator crucial que diferencia viver de apenas sobreviver no mundo, é tentar.

Não, não a encontrei ainda. Mas estou correndo atrás, até mesmo daquelas que nem de longe pareciam ser quem eu procuro, mas algo que também leva anos para ser aprendido é que nenhum de nós pode realmente dizer que sabe alguma coisa sobre amor. Então como podemos saber com certeza onde está a pessoa com quem estamos destinados a ficar? O fato de nada estar dando certo, ou de eu não estar sentindo algo que remotamente lembre amor ainda não me incomoda. É um começo, é assim que as coisas fluem.

Lutei por anos contra isso mesmo sabendo que esta era a resposta, mas o medo me impedia. Por sorte, meu medo do novo está aos poucos se desfazendo, o muro que levantei para me proteger de desilusões está desmoronando e agora o que for pra ser, será. Por mais que seja preciso parar de correr atrás das borboletas e deixar que elas venham até você, a busca ainda é algo que me atrai muito. Não é mais questão de tentar alcançar o inalcançável, ou ter um sonho impossível, mas sim tornar o inalcançável possível. Porque nada realmente é impossível se você estiver disposto a tentar, e se estiver determinado o bastante para tornar aquela pessoa especial, sua.

Eu não sei o que o amanhã me reserva, mas estou me divertindo. Nada como desafiar a gravidade para nos sentirmos vivos e até mesmo esperançosos. A meta agora é não ter arrependimentos, ou no mínimo, tentar.

Ao som de: All I Ever Wanted – Kelly Clarkson.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dois anos depois


730 dias, aproximadamente 2000 músicas, e inúmeros dramas é o que resumem minha estadia em Cascavel desde o dia em que decidi iniciar uma nova fase em minha vida, um novo começo em uma nova cidade, sem saber exatamente o que esperar mas com certos planos traçados e uma única meta: me apaixonar. Claro, nenhum dos planos deu certo, não haviam expectativas e cada dia trazia consigo uma nova leva de surpresas cujas quais querendo ou não era preciso encarar, como o primeiro emprego, ou o primeiro dia de aula da faculdade, ou a saudade intensa de Londrina e tudo que deixei para trás com esperança de que aqui encontrasse tudo que estava procurando e mais, inclusive ser feliz.

Como eu já disse aqui, é preciso anos para transformar uma simples casa em um lar; é preciso que cada canto possua lembranças, que cada detalhe ao redor das paredes tenha uma história para contar, mas principalmente que haja vida ali, e de preferência alguém para nos desejar “boa noite”. Eu me lembro da primeira noite em que passei em meu apartamento; 17 anos e morando sozinho, cometi todos os erros clássicos, alguns dos quais ainda tento corrigir até hoje, como não saber bem limpar a casa, ou priorizar certos itens em uma lista de compras, ou não ter nada para oferecer à visitas que não tenha pelo menos 10% de álcool em seu conteúdo. Mas a primeira noite foi uma das piores; o apartamento estava praticamente vazio, não havia moveis e nem ao mesmo muitos vizinhos por perto. É um sobrado de dois andares com quatro apartamentos em cada, e nem sabia quem poderia estar morando acima ou ao lado. Mas a vida sempre dá um jeito de nos mostrar que tudo acontece por um motivo, mesmo que na hora não saibamos ao certo qual é.

E assim como levou anos para transformar minha casa em um lar, também demorou anos para que eu aprendesse a distinguir morar sozinho de viver sozinho; esta pessoa corajosa e incansavelmente esperançosa é chamada de “solteiro”, uma espécie em extinção ultimamente uma vez que solteiros sentem aflição ao admitirem que não moram ou vivem com alguém, tampouco se sentem bem apenas consigo mesmos. Mas também leva anos para que encontremos alguém com quem tenhamos vontade de dividir não somente um teto, mas uma vida.

O tempo também nos ensina que é preciso saber distinguir com quem podemos dividir nossas alegrias ou tristezas, lágrimas ou agonias, e com quem não devemos. E esta pessoa, bem, é chamada de “amor”, por mais que não a tenhamos encontrado ainda. Viver aqui hoje é bem diferente do que eu costumava pensar que seria; estou feliz, apesar dos apesares, e até mesmo feliz por estar feliz. Muita coisa aconteceu por aqui; algumas lembranças boas, outras nem tanto, mas todas inesquecíveis. O sonho de desesperadamente voltar para Londrina parece distante, mas ainda é uma promessa que pretendo cumprir assim que sentir que está na hora de deixar Cascavel para trás e tudo que esta cidade tem para me oferecer. Enquanto isso, vou aproveitar a jornada com todos os nasceres e pores do sol, e todos os dias frios de céu azul que estão por vir; temos tão pouco deles para deixar passarem em branco.

Estranho, mas quando chego em casa, mesmo dois anos depois, é sempre como se fosse a primeira vez. Só que dessa vez não há mais medo ou culpa, ansiedade ou expectativas; não importa o que aconteça, você vai adorar o amanhã.

Meu nome é Igor Costa Moresca, e eu vivo em Cascavel.

Ao som de: Home – Kristin Chenoweth.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Corpo, mente e alma

Você é linda. Quando você passa, não consigo deixar de te ver. Quando olha para mim, fico sem palavras. Quando fala comigo, minha sorte é inacreditável. Seu cabelo, sua boca, seus olhos, tudo em você parece perfeito, e tudo em você me atrai. E me faz pensar cada vez mais que eu poderia te amar, que eu seria capaz de fazê-la feliz se me desse a chance.

Tudo isso e muito mais em uma fração de segundos, quando vejo seu rosto. Mas você é mais do que apenas um rosto bonito, e é isso o que mais sinto vontade de conhecer. O que te faz sorrir? O que te faz chorar e como posso evitar que você derrame lágrimas? No que você acredita? Do que você mais gosta? No que você pensa antes de dormir? Se sente sozinha, igual a mim?

Quero você além dos teus olhos, seu cabelo ou tua boca. Quero conhecer seus medos, seus sonhos, suas angústias. Quero amar você de corpo, mente e alma. Quero fazer parte do seu coração, do mesmo modo que você se integrou ao meu. Se tem uma coisa que não quero, é que você mude. Quero você do jeito que é, não o que os outros pensam de você ou do jeito que você diz que gostaria de ser. Porque as coisas que você detesta em si mesma, são as minhas coisas favoritas.

Eu te amo pelos seus olhos, mas que você preferia que fossem claros. Eu te amo pelo seu cabelo, que você julga nunca estar apresentável o bastante. Eu te amo pela pequena imperfeição na sua boca, que você sempre tenta esconder com maquiagem. Mas acima de tudo eu amo seu coração, e o jeito que você me ama em troca. Esta é você, perfeita aos meus olhos, à sua maneira.

Mas eu também não sou tão feio, e eu mereço alguém que não passe reto por mim. E pensando bem, se eu ver além do seu rosto… É, eu mereço mais. Ouviu, linda?

Ao som de: Just the Way You Are – Bruno Mars.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Olá, amor

Deve ser muito bom chamar alguém de “minha namorada”, ou “meu bem”, ou simplesmente “amor”. Alguém para andar de mãos dadas por aí mesmo que sem rumo, mas satisfeitos apenas pelo fato de estarem juntos e fortes o bastante para que nenhuma tempestade os separe.

Alguém para beijar quando quiser, para abraçar quando precisar, para nos dar uma luz quando nos perdermos, para mostrar que estamos errados e nos ajudar a fazer certo. Para ser feliz, compartilhar as coisas boas e diminuir as ruins, para matar tempo, ou para passar o dia em casa assistindo televisão, trocando segredos, ou apenas estando juntos e aproveitando o momento. Uma vez li algo parecido com, “não quero um amor, só quero alguém para passar o Domingo”, e penso muito nisso. Ultimamente vejo casais por aí, cada um unido à sua maneira; alguns parecem não combinar, alguns carregam olhares de descontentamento, alguns com um olho para a mulher dos outros, e alguns até mesmo entediados – como se estarem juntos não fosse mais o bastante.

Por não ser, nem nunca ter sido, um casal com alguém, a idéia de que estar junto com a pessoa que você ama não ser o bastante não entra em minha cabeça. Se passamos a maior parte do tempo nos sentindo sozinhos e silenciosamente desesperados para que alguém que amamos nos ame de volta, como é possível que este sentimento acabe quando se encontram? Exatamente quando deveria marcar o início de algo a mais, algo maravilhoso, que por mais complicado e difícil que às vezes seja, é melhor do que estar sozinho em casa.

Anseio por uma vida a dois, e confesso que há pouco tempo atrás até considerava qualquer coisa que antecedesse uma vida a dois não era viver, mas agora entendo que é preciso estar feliz consigo mesmo, antes de querer ser feliz com outra pessoa. Faz parte de crescer, eu acho. Algumas crenças morrem, outras simplesmente abandonamos, mas o sonho de encontrar alguém para amar e passar o Domingo ainda prevalece, não importa a idade. Ou, no mínimo, alguém que esteja em casa quando girarmos a chave na porta e dê de cara conosco. E nos diga, com um sorriso no rosto, “olá, amor”.

Não me diga que não seria maravilhoso?

Ao som de: Hello Twelve, Hello Thriteen, Hello Love – Lea Michele & Jonathan Groff.

domingo, 23 de janeiro de 2011

A segunda vez

Dois anos depois. Nem tudo o que eu faço dá certo na primeira vez; aliás, acho que é para isso que serve a primeira vez. Para tentar, descobrir o que funciona e o que precisa ser refeito, para tentar de novo e ser feliz. Agora que completo meu segundo ano em Cascavel, não posso deixar de sentir que talvez desta vez as coisas fluam melhor, ainda mais porque tenho certa bagagem emocional o bastante ao redor desta cidade, conheço melhor as ruas e posso até me atrever a dar direções quando me perguntarem.

Para onde estou indo, isso já é outra história, mas geralmente tentar algo pela segunda vez costuma dar certo pra mim. Uma segunda tentativa de morar em Cascavel, de me tornar uma pessoa melhor, de encontrar o amor, e tudo mais que não tive sorte de conseguir na primeira vez. Não me preocupo, agora tenho uma nova cidade para chamar de minha, novos amigos para me apoiar, tenho minhas palavras escritas aqui para não me perder mais, e meu bom e velho coração que me impede de deixar de acreditar por mais que os tempos estejam difíceis.

Tudo parece estar ao meu favor, e a primeira vez não conta; fui pego de surpresa. Talvez dessa vez eu vença.

Ao som de: Maybe This Time – Glee.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Mp3

A vida é um mp3, e para cada momento sempre existe uma música que se encaixa perfeitamente. Algumas pessoas se limitam a um único gênero mas procuram conhecer todas as variantes possíveis em seu próprio mundo. Algumas pessoas curtem o som que vier e se deixam levar pela melodia para onde quer que isto as leve. E algumas pessoas tentam de tudo um pouco, viajam do rock ao clássico, do musical ao pop, e das baladas até o funk, até encontrar seu próprio som e aprender a dançar com ele. Algumas pessoas tem sua playlist padrão mas sempre deixam espaço para novas músicas em seu repertório, enquanto outras vivem em modo aleatório e aproveitam qualquer coisa que tocar em seus fones de ouvido. Levar a vida através de músicas ainda me parece o melhor jeito de viver, e nada parece tão importante quanto conservar este mp3 que faz de nós o que somos. E se encontrarmos alguém que também possua música na alma e dançe no mesmo ritmo que nós, nada melhor do que transformar nosso solo em um dueto.

Ao som de: 4 Minutes – Madonna.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Quebrado

Passamos a maior parte da vida tentando concertar coisas; às vezes é um simples reparo em nossa casa, ou um conflito no trabalho que precisa ser resolvido, e algumas vezes nos deparamos com uma bagunça tão grande que não conseguimos organizar sozinhos. Então pedimos a ajuda de pessoas em que confiamos para restaurar a ordem e deixar tudo limpo novamente, o que é necessário em nossas vidas – onde tudo pode ficar tão desorganizado. Algumas coisas como pendurar um quadro na parede, ou reparar equipamentos de trabalho, ou refazer nossa própria imagem são fáceis de fazer, enquanto outras, como um coração partido, são um pouco mais complicadas.

Ao som de: Don’t Go Breaking My Heart – Elton John & Kiki Dee.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Fogo

Verão é a época do ano em que as pessoas tiram férias de suas vidas ocupadas para aproveitarem o sol. Também é a época dos mini-shorts, das blusinhas reveladoras e dos biquinis, todos atraentes e provocantes o bastante para quebrar o pescoço dos homens ao tentarem dar mais uma olhada quando passam. E o sentimento é sempre o mesmo… Fogo.

Mas algumas mulheres são capazes de despertar o fogo dos homens mais indistinguíveis sem mesmo precisar de um decote; apenas um olhar certeiro pode nos derreter. Ela pode estar distraída e nem desconfiar da nossa existência, ou muito menos do seu poder sobre nós, mas quando menos esperamos… Fogo.

Estas mulheres podem parecer inocentes e inofensivas, mas no fundo sabem exatamente o efeito que causam nos olhares masculinos. Mas o verão afeta as mulheres do mesmo modo que enlouquece os homens, e quando se encontram… Fogo.

Ao som de: Fire – Kristin Chenoweth & Matthew Morrison.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vogue


Você pode descobrir muito sobre uma pessoa apenas pelo jeito que esta se veste, mas não necessariamente descobre quem ela é. Se um homem mantem-se sempre arrumado de terno e gravata, isto não quer dizer que suas ações sejam cheias de classe. Se uma mulher sai para dançar com uma roupa reveladora, não significa que não seja uma pessoa íntegra. Se um garoto se veste de maneira desleixada, não podemos dizer que isto reflete suas atitudes.

Alguns homens se produzem com roupas de marca para esconder o quanto se sentem inferiores. Algumas mulheres usam visuais audaciosos com esperança de atrair um novo amor. Alguns garotos se vestem sem pensar, porque não se importam com o que os outros possam pensar dele.

Existe muito mais sobre uma pessoa que não podemos ver apenas pelo jeito que se vestem. Você pode descobrir muito mais ao ver para quem estes decidem tirar a roupa e se expor pelo que realmente são. Mas algumas pessoas ainda preferem se esconder, porque ser vulnerável é o visual mais difícil e provocador de todos.

Ao som de: Vogue – Madonna.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Sozinho

Eu sempre achei que estar sozinho era o fim, que não havia nada pior do que estar entre quatro paredes com nada além dos seus próprios pensamentos e sem ninguém por perto para me confortar quando minhas lágrimas caissem. Pensava que a vida fosse feita para ser vivida a dois, que a felicidade só realmente começa quando você encontra alguém com quem pode compartilhá-la, e que tudo que a precede são apenas bons momentos – os melhores que você poderia ter, no auge da solidão.

Mas a vida sempre dá um jeito de nos mostrar como somos pequenos ao declarar algo ou alguém para sempre do mesmo modo, e o mesmo ocorre com tudo aquilo que juramos nunca fazer. Dizem que quando um homem amadurece a primeira mudança drástica que acontece é o esfriar do seu coração. Nos tornamos parte do mundo real, nos acostumamos com diversas convenções, e com isso morremos um pouco por dentro. E continuamos a morrer a cada dia em que abrimos mão de nossas paixões para optar pelo convencional, sem nunca nos lembrar de que este é por isto que algumas vezes já não nos reconhecemos mais quando nos vemos no espelho.

O que estou tentando dizer não é novidade; eu não fui feito para morar sozinho. Mas o que é assustadoramente novo é o fato de que quando me perguntam como é a sensação, eu digo que já não é tão ruim, e percebo meu eu se desfazer em silenciosa agonia a medida em que as palavras saem da minha boca. Não é tão ruim, mas costumava ser. A dor é o maior sinal de que estamos vivos, por isso é tão alarmante dizer que o coração já não sente como antes. Estou afogando em minhas próprias lágrimas, morrendo uma noite solitária após a outra, no desespero de estar só entre quatro paredes. Feche a porta quando sair; eu ainda estou aqui, sozinho. Mas pode voltar quando quiser.

Ao som de: On My Own – Glee.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Escrito nas estrelas

Existem algumas coincidências na vida cujas quais não prestamos muita atenção, como encontrar dinheiro na rua, ou avistar uma estrela cadente, ou conseguir chegar em casa antes de começar um temporal. Mas quando nos sentimos com sorte o bastante e algo maravilhoso acontece, como conhecer um novo amor, não dizemos que foi apenas coincidência ou sorte; alguns dizem que é destino.

Destino é a crença de que tudo o que acontece, acontece por um motivo mesmo que na hora você não saiba exatamente o porquê. É acreditar que sua vida está traçada em um campo cósmico, e que tudo está escrito nas estrelas. Como se a vida tivesse promessas a cumprir a você, mas que acontecem um dia de cada vez, e na hora certa.

Eu costumava ser um grande fã do destino e deixava a vida me levar sem preocupações porque sabia que havia felicidade reservada para mim no futuro. Hoje estou mais maduro e mais cansado, o suficiente para saber que não é bem assim que funciona. Ainda posso encontrar alguns trocados ou avisar estrelas cadentes em meu caminho, e ainda posso chegar são e salvo em casa e fugir de tempestades, mas agora sei que não se trata nem de sorte ou destino; a vida tem mesmo dessas coisas.

Mas quando algo maravilhoso acontece, como conhecer um novo amor, não é estranho dizer que é apenas uma simples coincidência? Em um mundo repleto de eventos aleatórios, podemos mesmo dizer que ambos vermos a mesma estrela cadente passar foi sorte?

É, a vida tem mesmo dessas coisas.

Ao som de: Escrito nas estrelas – Tetê Espíndola.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tudo ou nada II

Demora um pouco mas com o tempo aprendemos que apesar de ser possível ter tudo nem sempre podemos ter o que queremos, porque aprendemos a diferenciar o que queremos do que precisamos ter. Então começamos a abrir mão de prazeres e luxos cujos quais não podemos mais arcar para atingir um bem maior. Descobrimos o quanto as consequencias de nossos atos pesam em nossas vidas, e por mais difícil que esta lição seja, aprendemos a nos contentar com isso. Abrimos mão do nosso tempo para trabalhar, porque sabemos que temos obrigações a cumprir. Colocamos nossos amigos de lado para nos concentrar nos estudos, porque precisamos atingir a média. Até permitimos que o amor da nossa vida siga um caminho diferente, porque queremos que ela seja feliz mesmo que parta nosso coração ao saber que não será ao nosso lado. É sempre complicado ter que abrir mão de algo que queremos, mas se tivermos paciência, às vezes o que precisamos acaba se tornando exatamente o que estavamos procurando.

Ao som de: You Can’t Always Get What You Want – Glee.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Casa

Eu não fui feito para morar sozinho. Uma casa é composta por várias coisas, mas pode levar anos para transformar uma casa em um lar. Uma casa tem paredes, portas, janelas e fornece um teto para nos abrigar, mas um lar é muito mais do que aparenta ser.

Um lar possui quadros e retratos nas paredes, com imagens de momentos felizes. Na porta de entrada existe um tapete que acolhe seus visitantes com um “bem vindo”, e um pequeno prego para pendurar guirlandas ou enfeitas durante as festas de fim de ano. Sob as janelas há cortinas que garantem a privacidade dos moradores, mas ainda deixam espaço para o sol brilhar. Claro, todo lar é uma casa, mas é preciso que haja vida em uma casa para que esta deixe de ser uma simples morada.

Sua casa é onde você dorme, mas seu lar é onde mora seu coração – e, se você for muito abençoado, sempre há alguém para lhe dizer, “boa noite”.

Ao som de: A House is Not a Home – Dionne Warwick.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desafiando a gravidade

Dois anos atrás eu prometi a mim mesmo que não cometeria mais os mesmos erros; me comprometeria apenas a novos desastres. Mas este ano eu senti algo diferente, senti vontade de tentar algo novo, deixar as consequências de lado um pouco, cantar e dançar sem me importar com o que os outros podem estar pensando, pular de abismos sem olhar para baixo e, quem sabe, desafiar a gravidade.

Neste ano quero me largar mais, me permitir ser mais do que acredito que posso ser, quero surpreender a mim e a todos. Quero ir além dos limites que impus para mim e ser feliz mesmo que eu salte sem rede de proteção e caia, mas ao menos terei tentado. Tudo isso e muito mais mas sem deixar de acreditar em tudo aquilo que faz de mim quem eu sou: um garoto com muitos sonhos para perseguir, muito idealismo na cabeça e muito amor no coração.

Eu quero voar, e acho que está na hora de tentar desafiar a gravidade.

Ao som de: Defying Gravity – Glee.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Olá

Tudo começa com isso. Seja quando conhecemos pessoas novas ou quando reencontramos alguém conhecido, esta é a expressão que antecede qualquer outra coisa. Às vezes é casual e espontâneo, às vezes é embaraçoso e tímido, e às vezes nem sabemos ao certo como dizer.

Dizem que a primeira impressão é a que fica, e toda veze que precisamos nos apresentar ou apenas estamos ansiosos para conhecer alguém, não há medo maior do que o de dizer um bom “olá”. Com o tempo descobrimos que isso é bobagem, nem nos lembramos do primeiro “olá” e muito menos de sofrer em antecipação, porque logo passamos a temer algo pior. Aprendemos a temer um adeus.

Ao som de: Hello, Goodbye – Glee.