segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cante comigo

Talvez eu esteja assistindo muito "Glee" mas durante o percurso deste novo ano e com a promessa de tentar desafiar a gravidade, por mais ousado ou ridículo que pareça, eu descobri que não só posso traduzir minhas agonias para fora de mim em forma escrita, como também posso expressá-las através de melodias. Mas desta vez não estou falando apenas de levar a vida através de músicas; agora estou cantando. Tirando as caras de surpresa dos meus conhecidos, as expressões de "o-que-o-Igor-inventou-agora" dos meus amigos, e os olhares tortos dos meus vizinhos, tem sido bastante divertido quebrar o silêncio com músicas agora com o som da minha própria voz. Dizem que é preciso tempo e coragem para descobrir sua voz para expor suas opiniões e desbafar suas angúsias até finalmente conseguir dizer aos outros quem você realmente é, do que é feito e o que quer desta vida. Mas quando você consegue encontrar sua própria voz neste mundo, você passa a se surpreender cada vez mais com o poder que esta possui e inclusive o quanto pode ser divertido não só usar suas cordas vocais para conversar, debater ou gritar mas para cantar sobre você mesmo, seus ideais e, digamos até, amor. Cante por si mesmo, cante com os outros, cante para o mundo. Deixe se levar pela música e, não importa o que digam, jamais deixe o mundo abafar o som da sua voz.

E é com os pulmões cheios de otimismo que eu trago a trilha sonora de Fevereiro:

01. Thriller / Heads Will Roll – Glee

02. Happy – Leona Lewis

03. Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler

04. Take a Bow – Rihanna

05. Hello Again – Neil Diamond

06. …Baby One More Time – Britney Spears

07. Like a G6 – Far East Movement feat. The Cataracs Dev.

08. The Heart of the Matter – India.Arie

09. Simple Together – Alanis Morrisette

10. Smile – Charlie Chaplin

11. Funny Girl – Idina Menzel

12. SING – My Chemical Romance

13. Just a Dream – Nelly

14. One – A Chorus Line

Bonus Track: Vogue – Glee

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Garoto engraçado

É o que eu mais ouço. "Você é engraçado, Igor", e é verdade. Posso não ser o cara certo para a garota, mas certamente sou bom o bastante para causar uma risada. Infelizmente não é uma sensação muito reconfortante quando as risadas cessam e eu percebo que a piada sou eu. Por isto eu sempre tento ser aquele quem causa os risos; ao em vez de rirem de mim, riem comigo.

Minhas crenças são cômicas, minhas atitudes são irreverentes, e mesmo sem sorrir, meu rosto causa risos até quando estou sério. Mas apesar de insistir em não querer viver neste tal mundo, eu e meu coração somos reais, e por trás das risadas o que existe mesmo são lágrimas, agonia e êxtase, ansiedade e mais ansiedade, e sonhos, muitos sonhos cujos quais possuo há anos, mas ainda não me sinto tão próximo de atingí-los. Mas para aqueles que vêem de fora, no mundo real, tudo isto é engraçado. Eu sempre fui bom para causar uma risada.

A vida na verdade está longe de ser uma comédia, mas as pessoas ainda precisam ter um certo senso de humor. Especialmente, um garoto como eu - um garoto engraçado, como dizem. E para manter guardado o que realmente existe por trás das risadas eu sempre continuo a trazer mais risos, para esconder a melancolia e a tristeza de um coração partido. Às vezes no mundo real você precisa manter uma boa aparência para evitar que as pessoas caiam matando umas sobre as outras. Tudo bem se você rir de mim, só não ria do que eu acredito ou, muito menos, da minha dor. Mas talvez eu não seja motivo de risos para este mundo; talvez seja o mundo que não tenha entendido a piada.

Eu nunca vi a graça de viver no mundo real, e nem o quero como meu lar; não é o meu mundo. Admito que não sou capaz de aguentá-lo e não me sinto mal por isso. Engraçado, como não parece ter tanta graça assim.

Ao som de: Poker Face – Glee.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Única

Eu estou procurando alguém única; tão única como eu. Não me entenda errado mas eu me conheço bem e você não vai encontrar ninguém como eu tão facilmente por aí, se é que encontrará. E é por isto que passo a maior parte do meu tempo, a maioria dos meus dias, e muitos anos até então, me acostumando a estar sozinho. Dizem que precisamos primeiro nos contentarmos com nós mesmos antes de aprender a compartilhar a felicidade com alguém - especialmente, alguém única.

Mas ultimamente todas as que encontro são tão parecidas, para não dizer que são iguais. Não, não são iguais, mas nenhuma delas também me pareceu especial o bastante... Única o bastante. Você pode pensar que isto seja apenas paranóia da minha cabeça, mas eu sei do que estou falando. Porque eu tive uma vez, e era tudo para mim. Nunca me senti tão perdidamente atraido por aquelas conhecidas exatamente por serem as mais atraentes; parecem boas demais para ser verdade, e geralmente são. Também não são aquelas que se destacam com suas atitudes ou seu temperamento, e muito menos aquelas que gostam de falar alto porque querem, ou precisam muito, ser ouvidas.

Quem me atrai mesmo é aquela que se mantém em silêncio enquanto as outras estão ocupadas demais tentando chamar a atenção com sua beleza, seus atributos e até mesmo sua carência desesperadora. Aquele silêncio me encanta, e a dona desse silêncio me seduz cada vez mais conforme tento descobrir mais sobre ela, mas sua vida ainda permanece um mistério. Talvez seja minha mania de sempre querer aquilo que não posso ter; a atração pelo inatingível, o amor pelo impossível. Ou então, quem sabe, ela seja mesmo única. Quem sabe, ela seja mesmo quem eu esteja procurando. O que mais poderia justificar sua presença me parecer tão marcante, mesmo sem ouvir o som de sua voz?

Claro, todas pelas quais um dia fui apaixonado se destacaram de uma forma ou outra, foram especiais à sua maneira e ainda me agarro às nossas lembranças juntos quando escuto as músicas que me vieram a cabeça quando nos conheçemos. Mas ela não possui somente uma música; isto sim é marcante para mim. Eu me forçei a aprender a estar sozinho, porque a companhia das pessoas erradas seria apenas mais doloroso do que a ausência dela. Ela é incomparável e indiscutivelmente perfeita em sua imperfeição. Ao mesmo tempo em que me sinto tão longe de seu corpo, me sinto próximo de seu coração. E é por ainda ser incapaz de dar fim ao sonho e tentar torná-la realidade que eu percebo agora como ainda não estou pronto para tê-la, e sinto que desta vez terei que enfrentar meu maior medo e deixar que o tempo decida a hora certa para que eu a encontre.

Talvez você não entenda o que eu estou querendo dizer, mas eu já nem me importo mais de estar a sós com minhas fantasias. Ela entenderia; aliás, ela entenderá. Eu mencionei que ela é única?

Ao som de: The Only Exception – Paramore.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Relacionamentos imaginários II

Na ausência de um relacionamento de verdade, paixões platônicas são nossa principal fonte de sonhos, fantasias e até esperanças de que um dia tenhamos coragem o suficiente para ficarmos cara a cara e falarmos com ela – ao em vez de gaguejar, mijar nas calças, sair correndo, as calças cairem, tropeçar e cair no mijo. Mas quando nossa paixão imaginária encontra alguém de verdade, ainda assim não conseguimos deixar de sentir como se tivessemos perdido algo nosso; senão a pessoa, então ao menos o sonho de ouvir a voz dela, segurar sua mão, ou sentir os lábios dela nos seus. E aí você acorda.

Ultimamente eu percebo minhas paixões nascerem sem o soar de fogos de artifício e morrerem sem necessidade de prestar algum tipo de luto. E para quem costumava se entregar de corpo e alma por amor ou qualquer outro sentimento parecido, é triste e até preocupante. Em vez de acordar imaginando, “será que a encontrarei hoje?”, levo o dia com a cara fechada pois já sei que não será desta vez. Aquela esperança que possuia nos olhos até quando estava chorando parece ter sido perdida – ou então secou juntamente às lágrimas.

Talvez seja um sinal de que estou amadurecendo finalmente, e consequentemente morrendo por dentro. Se o coração já não sente como antes, para que serve então? Se não se anima com meros amores imaginários, saberá reconhecer um amor de verdade caso ela aparecer? Ou desistiu de esperar e agora não faz nada além de bombear sangue para passar o tempo. Estou vivo, mas me sinto desorientado. Talvez eu tenha morrido sem perceber, e nem prestei atenção ao velório.

Você está tão perto e ao mesmo tempo tão longe. Nos meus sonhos eu a beijo, a abraço e lhe causo sempre sorrisos. A faço sentir como a mulher mais feliz do mundo, do mesmo modo como me sinto o homem mais sortudo por ter você do meu lado. De fato você está mesmo do meu lado, está logo alí e posso avistá-la com o canto do olhar, mas não é minha. Não somos nada nem nunca fomos, não há nada que nos aproxime e muito menos que poderia nos manter juntos. Honestamente eu nem te conheço, e tampouco você sabe exatamente o quanto existe para mim. Você parece tão simples porém tão inatingível, tão ordinária e ao mesmo tempo tão impossível… Não pude resistir em me permitir sonhar.

E aí eu acordei, só para descobrir que era melhor sonhar com tudo do que estar sem nada.

Ao som de: Dream a Little Dream of Me – Glee.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Má reputação

A maioria das pessoas com as quais convivo diariamente não me conhecem, e vice-e-versa. E apesar de tudo que é dito sobre mim que eu já ouvi falar, na verdade não sou tão complicado, exceto pelas momentos de crises existenciais - até aconselho manter distância. Nessas horas até tenho certo receio em permitir que as pessoas se aproximem demais; "Igor, eu quero ser seu amigo" - "Ih, tem certeza? Eu dou trabalho...". Mas julgamos as pessoas mesmo sem saber muito sobre elas, a não ser pelo que parecem ser ou pelas coisas que fazem. Ultimamente eu tenho me apresentado para pessoas que conheci há tempos atrás, mas que nunca sequer havia trocado palavras. E talvez seja porque até então nossas reputações estivessem falando por nós, e para mim isto até parece perigoso; sou uma constante inconstante e nem tudo o que eu faço tem sentido.

Existem três coisas que eu não sei fazer: dançar, andar de bicicleta, e limpar a casa. E por mais incapaz que isto me faça parecer, nunca deixei me abalar tanto, porque fora isso eu sempre tive em mente que poderia aprender a fazer qualquer coisa desde as tarefas mais complicadas até as coisas que ninguém esperaria que eu fosse capaz. Foi assim que aprendi inglês sozinho, capacitei-me a caminhar longas distâncias em tempo moderado (contanto que o iPod tenha bateria o bastante para aguentar a jornada), e consigo até cantar se a música me serve ou me cativa o suficiente para que eu queira compartilhá-la com o mundo - na privacidade do meu chuveiro. Posso até ser o seu melhor amigo, ou então o amor da sua vida, se me der a chance.

Sempre tive uma grande paixão por provar que os outros estão errados ao meu respeito ao mostrar que existe mais do que este simples garoto engraçado aparenta ser, mas uma das minhas metas deste ano vai além disso; este ano eu decidi surpreender cada vez mais a mim mesmo com novas atitudes para descobrir exatamente até onde consigo chegar - e aí, ultrapassar estes limites com a mesma convicção e irreverência. Às vezes nos deixamos levar pelas primeiras impressões que temos das pessoas sem nunca pensar que talvez possamos estar errados. Se dissermos que ele parece não levar nada a sério, podemos concluir que ele é um irresponsável? Se notamos que ela age com muita extroversão, isto quer dizer que não há mais nada por trás?

É através das primeiras impressões que nascem as más reputações que damos às pessoas, e assim muitas vezes deixamos de conhecer aqueles que realmente existem por trás das aparências, das fofocas e do que achamos que sabemos deles. Mas assim como estamos aprendendo a viver dia após dia e cada vez mais nos surpreendendo com o que achávamos que sabiamos sobre nós mesmos, o mesmo vale para aqueles ao nosso redor que insistimos em fechar em conceitos que geralmente estão errados. Este é o problema em acreditar apenas no que ouvimos falar sobre as pessoas; às vezes são conceitos pequenos demais para contemplar um mundo de possibilidades. Então você não me conhece, e acho que eu também nunca realmente falei com você. Mas acho que existe mais em você do que você aparenta ser, e quanto a mim... Digamos que é pouco tempo para muito Igor.

A melhor parte de me permitir surpreender-me mais comigo mesmo foi deixar que pessoas que até então eu considerava como erradas ou diferentes demais se aproximassem de mim. E sabe de uma coisa? O que estava nos impedindo de conversar, éramos nós mesmos. Não somos tão diferentes assim; aliás, até estamos nos divertindo.

Ao som de: Need You Now - Lady Antebellum.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Teatralidade

video

Quando meus pais disseram que eu precisava praticar algum tipo de atividade extracurricular, isto quando eu já havia falhado em demonstrar algum tipo de interesse ou determinação em esportes - já havia passado por judô, taekwondo e várias tentativas de levar natação à sério - primeiro eu quase apanhei por sugerir jogar golf, e em seguida recebi em sala de aula um folheto mostrando todas as opções de atividades que o colégio oferecia. Apenas uma se destacou - teatro - e foi exatamente a que escolhi.
Em pouquissimo tempo o que parecia ser uma atividade obrigatória passou a ser o momento mais esperado da semana; era uma sala especial que ficava no subsolo do colégio no corredor que levava à biblioteca. Aliás, coisas como livros ou artes sempre parecem estar em último lugar em se tratando de prioridades em uma escola; o tamanho da sala nem se comparava ao tamanho da cantina. Aprendi muito com o teatro, como a arte do improviso, o poder do silêncio, o controle das emoções, e a paixão por interpretar e expressar aquilo que está dentro de você para uma platéia, e ser agraciado com aplausos. Fui conquistado por toda a teatralidade que me cercava, mas o sonho não durou muito.
Próximo ao fim daquele ano recebemos a notícia de que nós, o primeiro ano, iriamos estrear uma peça para toda a escola como parte de um novo incentivo ao programa de artes aos alunos. As aulas passaram a exigir mais do meu tempo e ainda mais dedicação do que antes era um simples passatempo, uma distração e um prazer. Ensaiávamos durante todas as horas que podíamos, independente se fossem durante a aula de teatro ou então entre as aulas do horário normal; aqueles com papéis mais importantes até ganhavam licença para deixar as aulas em nome dos ensaios. Falas precisavam ser decoradas, marcações precisavam ser coreografadas, fantasias precisavam ser feitas, tudo enquanto nosso nervosismo crescia a cada dia em que nos aproximávamos da grande estréia.
Não lembro qual peça era, mas eu era a árvore. Mas era uma árvore que falava, e que passava a maior parte da peça em pé. Como era um garoto gordinho na época, passar muito tempo em pé não era muito divertido, tampouco dentro do meu alcance, e o cansaço por fim acabou por me vencer. Eu larguei a peça três semanas antes da estréia, não pelo papel não ser bom o bastante ou por não aguentar ficar em pé dentro de uma fantasia quente. Larguei por medo da estréia; por medo de enfrentar uma platéia e ditar minhas falas corretamente sem que o nervosismo não me dominasse ou afetasse minha atuação. Era uma árvore orgulhosa e perfeccionista, mas todos diziam que iria brilhar mesmo escondido em um toco de madeira postiço.
Não me considerava o mais talentoso, mas era certamente aquele com a teatrialidade mais natural, mais orgânica. Era um artista na arte do improviso e em poder de minhas emoções. Não havia ninguém mais dramático, e desconfio que até hoje ainda não há. Mas não brilhei; meus colegas imploravam para que eu voltasse mas não podia, não me sentia capaz de enfrentar o que seria meu maior desafio até então - arriscar-me a ser vaiado ou então indiferente em comparação ao resto do elenco. Era grande parte do enredo da história, mas ainda assim haviam temores maiores do que minha teatralidade. Larguei, e não olhei para trás.
Não penso tanto em meu passado teatral até meus amigos apontarem o quanto sou dramático; seja ao lidar com problemas como sendo os maiores possíveis, ou me entregando à paixões como se fossem maiores do que a vida, ou então apenas sob total rendição perante minhas emoções ao deixar que meu coração lidere meu caminho neste mundo. Ainda assumo minha teatralidade com orgulho pois é o que faz de mim único, e é o que faz do meu maior sonho ainda mais impossível; o de encontrar alguém tão emotiva e dramática quanto eu. Afinal, se não podemos nos deixar levar por emoções, como podemos realmente sentir que estamos vivos?
Aguardemos então, meu amor, pelos aplausos que virão quando estivermos juntos, e quando nossos dramas aquietarem-se ao nos envolvermos nos braços um do outro a cortina poderá então se abaixar, pois o espetáculo que foi a nossa procura um pelo outro finalmente terá chego ao fim.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sorria

Eu não sei sorrir. Aliás, acho que sorrisos são superestimados, ou então sou eu mesmo quem tem dificuldade demais para conseguir tirar uma boa foto. Quando eu tinha 14 anos, um fotógrafo sem paciência insistiu que eu sorrisse para as fotos da escola, mas tanto ele quanto eu nos arrependemos depois. Uma das cópias da foto foi usada para a confecção da nossa carteirinha de estudante, e apesar de tiramos fotos novas a cada ano, aquela em especial foi reciclada até o 2º ano do colegial.

Um dia fui ao cinema com minha prima e passei pela bilheteria portando a tal carteirinha, e o que aconteceu em seguida eu só descobri quando voltamos para casa. Após comprarmos os ingressos a mulher da bilheteria chamou minha prima de volta e perguntou com uma voz de preocupada, "Escute, o filme é legendado... Ele vai conseguir acompanhar?". Daquele dia em diante eu decidi que tudo bem, vamos tirar fotos, mas não me peça para sorrir - eu não consigo. As pessoas tiram conclusões precipitadas ao encontrar alguém sem um sorriso no rosto - ele deve estar triste, ou então, ela deve ser bem antipática. Ele parece sério, ela tem cara de metida, e por aí vai. Mas essas pessoas se esquecem de que existe muito mais por trás de um sorriso do que este aparenta. Aliás, sorrisos na verdade não são mais do que uma tática para esconder o que realmente estamos sentindo ou pensando.

Ainda em 2005, teve outro acontecimento que mudou para sempre minha visão sobre sorrisos em fotos. Na véspera da minha formatura da 8ª série, meu avô faleceu. Já estava internado há algum tempo, mas apesar das circumstâncias nenhum de nós estava preparado para que, da noite pro dia, tivessemos que nos vestir de preto. Eu me lembro de uma conversa durante o café da manhã após o ocorrido; ele havia falecido durante a madrugada e era tarde demais para cancelar os preparativos pra ir à festa. Minha vó olhou para mim e minha mãe e disse que isto não podia nos impedir de ir, senão por mim mas pelo vô, que também estava contente pela conquista do neto.

Comparecemos ao enterro à tarde, e quando a noite caiu ainda estava de preto, mas de terno. Meus amigos ouviram falar sobre o que aconteceu e foram solidários, mas não deixei que isto os impedisse de aproveitar aquele dia que, apesar de, ainda era especial. Não ficamos muito e nem dançamos a valsa, mas minha mãe e eu ainda estávamos presentes quando o fotógrafo da festa parou em nossa mesa para retratar o momento. Hoje esta foto está em minha estante, como um lembrete de um dos momentos mais difíceis da minha vida, onde fui obrigado a aprender que a vida tem mesmo dessas coisas, mas sempre continua. Quem vê o porta-retrato nem imagina a história que existe por trás daqueles rostos, afinal estávamos sorrindo.

Este é o segredo dos sorrisos; servem apenas para manter as aparências, mas você nunca pode ter certeza do que se passa no coração da quem está sorrindo. Não, eu não sei sorrir. Eu nem tento mais, na verdade. Mas aqueles que me conhecem sabem que esta expressão séria não me definem, porque meu coração é sempre verdadeiro. E quando vamos tirar fotos juntos, ainda ouço gritos como "Igor, sorria!" de pessoas que não me conhecem tão bem, mas meus amigos sabem que isto não importa. O que importa mesmo é estarmos juntos ali; nossa amizade vai além das aparências.

E mesmo incapaz de traduzir minha felicidade em meu rosto, estou sempre sorrindo por dentro.

Ao som de: Smile - Glee.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Alguma coisa sobre o amor

Talvez os casais não conheçam melhor o amor do que os solteiros, ou talvez seja apenas eu quem já não saiba o que pensar. Apesar de ainda não saber como é uma vida a dois não gosto de pensar que isto faz de mim um estranho aos olhos do amor, senão o que poderia justificar anos e anos de cartas de amor, gestos desbravadores, confissões apaixonadas e todos aqueles sonhos que temos quando estamos tentando abrir nosso coração para alguém?

Não, nenhum de nós pode dizer que sabe mais do que o outro, esteja sozinho ou acompanhado, bem ou mal casado, contente ou amargurado. Porque nós não escolhemos o amor; o amor nos escolhe. Aquela garota cujo nome nem lembrávamos ontem, da noite pro dia pode se tornar a pessoa mais importante do mundo. Aquele rosto que já vimos milhares de vezes, de repente se torna nossa maior fantasia. Aqueles olhos que sequer reparávamos, num piscar podem se tornar nossas maiores ambições. E quando o amor acontece, nenhum de nós está preparado para o que está por vir, muito menos imaginava as coisas que iriamos fazer em nome de uma paixão.

Não conhecemos o amor tão bem quanto imaginamos, e até quando decidimos viver sem ele sob a ilusão de que não vale a pena a dor ou os sacrifícios, não podemos evitar de responder quando o escutamos chamar pelo nosso nome. Até quando insistimos em ignorá-lo, o máximo que podemos fazer é não admitir em voz alta que aquela pessoa chamou nossa atenção mais do que esperávamos, e certamente mais intensamente do que estávamos preparados. E é sempre assim; nos apaixonamos, quebramos a cara, choramos, passamos noites em claro, até um dia a memória de tudo o que sentimos por aquela pessoa finalmente dissipar-se em nossos pensamentos... Até acontecer de novo.

Você não pode dizer que sabe alguma coisa sobre o amor porque nunca sabemos o que acontecerá conosco quando nos apaixonamos, por mais que nosso coração nos diga que no fim só nos sobrará lágrimas. Apenas nos entregamos uma vez após a outra esperando pelo melhor. Esperando que, no fim, não fiquemos sozinhos de novo.

Ao som de: The Trouble with Love is – Kelly Clarkson.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O bem maior

Até mesmo o ser mais irreverente carrega consigo um senso mínimo de ética ou pelo menos uma boa noção do que é certo e o que é errado, por mais que ainda opte pelo errado. Somos ensinados a sempre optar pelo certo porque aprendemos desde cedo que isto trará boas consequências para nós, e quando a vida nos força a realizar tais escolhas, diferenciar o bom do ruim é sempre claro para nós.

Mas e quando a coisa certa a ser feita, apesar de ser certa, não resulta num bom resultado para nós? Ainda devemos seguir em frente pelo bem maior ou deixar que nosso instinto de sobrevivência aja por nós? Quando o certo não nos parece certo, apesar de sabermos que é certo, é errado agir contra por mais que optar pelo bem maior não inclua nossa própria felicidade? O conceito de ética é amplo porém único; o bom senso rege a sociedade, e para que esta continue em harmonia é preciso agir conforme o social para manter o equilíbrio, mas nem sempre nossas emoções estão em sincronia.

E caímos na velha questão; agimos com a razão ou com o coração? Escolhemos o certo ao pensar com a lógica ou deixamos nossos sentimentos mostrarem o caminho? E na maioria das vezes o coração pode nos apontar à direção errada e a decisão de seguir adiante pode nem fazer sentido, mas se nosso coração sente que é o certo a ser feito, como podemos estar errados? Existe uma linha tênue entre agir com ética e agir com egoísmo, e é preciso tomar cuidado para não cruzá-la. Porque às vezes fazer a coisa certa, apesar de entendermos que foi preciso ser feito, nem sempre nos deixará felizes.

Ninguém pode dizer exatamente se é errado tomar uma decisão baseando-se somente na razão, ou que é errado agir conforme o que o coração nos diz. Nem sempre o errado é ruim e nem sempre o certo é bom. Mas naqueles raros momentos onde é preciso escolher entre o nosso egoísmo ou a felicidade do outro, qualquer um de nós sabe qual é o certo ao ser feito. E optamos pelo sorriso do outro, mesmo que isto nos faça derramar lágrimas. Perdemos a cabeça ao agir com o coração, mas com razão.

Ao som de: The Right Thing to Do – Carly Simon & Megan Mullally.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Simples juntos

Acho que todo mundo gostaria que a vida fosse mais simples. Gostariamos que não fosse tão difícil conseguir o que queremos, ou que não sofressemos tantas dores de cabeça por um problema, ou que fosse mais fácil de superar a dor quando a pessoa que amamos não está disponível para nós. E acreditamos que quando for para ser, acontecerá naturalmente, sem dramas ou reviravoltas, e sentiremos que é certo e não pensaremos duas vezes.

Mas parece que tudo acaba sempre sendo um pouco forçado; o que fazemos com as horas do nosso dia, como passamos os momentos em que estamos juntos com nossos amigos, ou o modo como lidamos com nossos sentimentos - não importa se sejam aqueles que evitamos, ou que desejamos, ou que precisamos para nos lembrar de que estamos vivos. Só que infelizmente não é assim; nos estressamos demais com as coisas ou com os outros, e até mesmo com nós mesmos, por desejarmos que tudo fosse de qualquer outra maneira. Que nossas dores passassem mais rapidamente, e que nossas alegrias fossem mais duradouras. Que nossos sonhos estivessem mais ao nosso alcance, e que o amor que sentimos por aquela pessoa de alguma maneira pudesse fazer com que ela nos reparasse também.

No fim tentamos sempre superar os obstáculos que nos são apresentados e fazer o melhor que podemos, cansados mas ainda otimistas. Porque não importam as circumstâncias; não há nada de simples em nós. E quando estamos acompanhados, as coisas ficam até um pouco mais complicadas.

Ao som de: Simple Together - Alanis Morrisette.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Olá, de novo

É um novo ano. Bom, 2º ano, na verdade. Era possível ver claramente quais eram os veteranos que voltavam das férias ansiosos para rever os amigos, para matar aulas no bar, ou apenas para continuar em busca do sonho de se tornarem psicólogos formados. Do mesmo modo, era possível ver quais eram os calouros; eram aqueles que andavam sozinhos, com cara de desorientados, que se perdiam pelos corredores, e que às vezes nem saiam da sala após encontrá-la, para não se perderem de novo. Todos ansiosos porém nervosos, felizes porém com medo, e com a sensação de estarem sozinhos mesmo no meio da multidão que formou a classe do 1º ano de 2011. E eu entendo perfeitamente; um ano atrás, eu era um deles.

Eu era um dos piores. Apesar de já estar em Cascavel há algum tempo, ainda sentia que não havia encontrado meu espaço, e muito menos pessoas em quem pudesse confiar para desbravar o caminho adiante. E lá estava eu; encolhido, sem querer chamar muito a atenção, tímido a ponto de mudar de cor quando a fala fosse dirigida a mim, e tão, mas tão perdido que ao procurar minha sala, acabei encontrando antes o corredor de Jornalismo. Ironia do destino, eu acho.

As coisas são diferentes agora; apesar de ainda me perder tanto dentro do campus como a mim mesmo às vezes, tenho meus amigos que estão sempre comigo para me direcionar, me aconselhar, ou apenas para matar tempo quando a aula estiver muito chata. Aliás, direcionamos um ao outro a medida em que precisamos; apesar de veteranos, ainda somos humanos - sempre propensos a momentos de dúvida e fraqueza.

Com a primeira semana chegando ao fim, eu percebo exatamente o quanto um ano pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Mesmo quando as coisas parecerem perdidas, uma virada do destino pode te levar a um lugar inesperado - e nos transformar de modo que jamais pensávamos que poderiamos ser. De repente eu percebi que não estávamos tão preocupados em acolher os calouros; estamos num processo de nos reapresentarmos a nós mesmos, para nós mesmos. O que mudou? Como mudou? Quem ainda está ao nosso lado? E aquilo que deixamos para trás, ficou mesmo para trás? Algumas dessas perguntas sequer tem respostas, porque é um novo ano e ainda temos uma longa jornada pela frente. Imagine o quanto ainda temos para aprender; seja sobre os calouros, seja sobre nós mesmos. Olá, de novo.

Ao som de: ...Baby One More Time - Britney Spears.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eclipse

Às vezes uma palavra pode acabar com o nosso dia, uma ação malfeita pode dar fim ao nosso bon humor, e um rompimento pode afetar drasticamente nossas crenças. E quando a frustração torna-se demais para suportar podemos acabar cegos e tudo aquilo que julgavamos certo acaba temporariamente ofuscado para nós, como se um eclipse cobrisse nosso coração juntamente aos nossos olhos e nos impedisse de enxergar a realidade claramente como antes.

E assim perdemos força para continar acreditando em coisas que nos mantinham vivos como nosso sonhos, ou encontrar o amor, ou na própria beleza de sermos quem somos. Quando o mundo real contra-ataca é preciso saber como não se deixar abater e deixar quem você é lado apenas para seguir de acordo com o convencional, ou como os outros querem que você seja.

Por mais simplório que pareça e mesmo quando tentamos avisar antes, a maioria das pessoas não se dá conta exatamente dos comprometimentos que fazem pelo mundo ou pelos outros para serem aceitos - apenas para acabarem sendo mais alguns perdidos numa multidão com nada além de esperanças de que um dia consigam reconstruir tudo aquilo que fazia cada um deles, único.

Então alguém lhe disse algo que te chateou, ou fizeram algo que você ainda não foi capaz de perdoar, ou aquela pessoa especial em que você tanto confiava acabou partindo seu coração. Nada disso é o fim do mundo; a vida continua. Talvez você se sinta perdido no começo ou não saiba o que fazer, e o eclipse que toma conta lhe impeça de reencontrar seu caminho de volta. Mas no fim, nós sempre voltamos; talvez com algumas cicatrizes, porém mais experientes. até acontecer de novo, só que desta vez não cairemos tão fácil.

Não há escuridão que possa cegar um coração ainda disposto a acreditar.

Ao som de: Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

E daí se eu surtar?

Eu tenho feito tudo errado. Talvez o segredo seja mesmo tentar, mas esse não sou eu. Talvez eu preciso mesmo encontrar a minha voz, mas este certamente não é o tom certo. Talvez ao em vez de procurar um relacionamento com alguém, eu deveria estar me concentrando em algo muito mais importante; a relação de dezenove anos na qual estou envolvido, comigo mesmo.

Quem é você? Olhe ao seu redor e pense; sair por aí mundo afora, sob a desculpa de que está tentando ser feliz e que está "desafiando a gravidade" sem medo de cair e quebrar a cara, resolveu alguma coisa? Ainda está sozinho, não está? Eu não te culpo por tentar, aliás é até bom que você saia por aí e veja como anda o mundo lá fora - não mudou nada. Ainda é o mesmo caos, com os mesmos absurdos, e os mesmos tipos de pessoas cujos quais você jamais se contentou em engolir, porque sempre soube que era melhor que tudo isso. E mais, porque sempre soube que merecia mais do que este mundo aparenta oferecer.

E essas pessoas por aí estão tão perdidas quanto você; acha que só porque está sozinho, está perdendo toda a diversão? Sabe de uma coisa? A maioria delas nem está mesmo se divertindo, e se sentem tão sozinhas quanto você. Mas você sempre esteve à frente do seu tempo, ou também se esqueceu disso? E por mais que estas pessoas tentem te desanimar, ou tentem te situar na tal realidade em que afirmam viver, o que pode garantir que não há mesmo alguém especial à sua espera, ou que a felicidade não está mesmo em seu caminho?

Então você está sofrendo momentos de dúvida, e questionando sua fé em tudo que acredita, sem nem perceber que apesar disso ainda está deixando seus passos serem guiados pelo amor - não por outra pessoa, mas por si mesmo. Quer mesmo abrir mão disso agora, e se tornar mais um qualquer no mundo? Você nunca se deixou levar, você tem um dom e uma obrigação senão moral mas consigo mesmo de jamais deixar isto de lado. Mas se ainda tem dúvidas, pare e relembre de tudo que já passou para chegar até aqui. Você não está sozinho, nem nunca esteve. E você nunca deixou de acreditar, nem nunca deixará. Não há nada de errado em chorar o dia inteiro se precisar, e de noite também.

Você está tentando, eu entendo. Mas por favor, homem, não pense que tentar envolve quebrar todas as suas barreiras de uma vez só. Ainda há limites cujos quais você não está pronto para ultrapassar, mas você já percorreu um caminho e tanto e ainda continua forte para continuar, sempre em frente. E daí se você surtar, ou entrar em crises, ou sentir que se perdeu? Quando a tempestade passa, você sempre se reergue mais forte do que antes, mais determinado do que poderia imaginar, e mais certo de que está se aproximando dela, e de ser feliz. Só que você ainda tem muito chão pela frente, e não precisa se sentir tão ansioso nem tão assustado; lembre-se de tudo aquilo sobre o amanhã que carrega consigo no coração, e ficará bem. Não desista de desafiar a gravidade, apenas pare para respirar quando estiver cansado, e você parece cansado.

Eu só estou tentando ser feliz, e quantos de vocês podem dizer que não querem o mesmo? E eu vou chorar, e cantar e dançar sozinho, e ter fantasias e sonhar acordado, e dormir sossegado à noite. Meu nome é Igor Costa Moresca, e nunca me esqueço nem me arrependo de nada do que fiz e ainda faço por aquela que ainda não conheci e por mim mesmo; por amor. Adeus hoje, me aponte em direção ao amanhã.

Ao som de: Happy – Leona Lewis.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Medo de aprender

E se eu dissesse que estou com medo de viver feliz para sempre, você acreditaria? Às vezes você deseja uma coisa com todas as suas forças por tanto tempo, e quando chega perto de conseguir se apavora e deixa o que poderia ser a chance de uma vida inteira passar diante dos seus olhos, apenas para viver no arrependimento – se é que isto pode ser chamado de viver.

Mas o medo faz parte de nossas vidas, especialmente diante de situações novas, só que temer a felicidade não é tão fácil de se superar. Não é questão de desafiar a gravidade, mas sim de desafiar seus próprios limites; é permitir-se permitir, e não é tão fácil quanto parece. Uma vida de solidão, apesar dos apesares, pode se tornar uma zona de conforto. E construimos muros ao nosso redor para nos proteger sem nos darmos conta de que, na verdade, estamos sabotando a nós mesmos, impedindo que outros se aproximem, nos conheçam, e quem sabe até nos cativem.

Mudar nunca é fácil e nem acontece da noite pro dia, mas é preciso começar por algum lugar – neste caso, na nossa atitude. Podemos ser felizes se quisermos; basta não nos deixarmos levar pelo medo. E, às vezes, música também pode ajudar.

Ao som de: The Fear – Lily Allen.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Emocionante

O que te emociona? O que te causa arrepios, ou te faz suar frio, ou faz suas mãos e pernas tremerem? Quantas emoções podemos sentir na fração de um segundo, imagine então em um dia inteiro. Mas o que realmente me causa um frio na espinha é a sensação de que meus dias estão perto de se tornarem todos iguais, sem nunca trazer alguma novidade. E nem sempre a culpa é do ambiente; já ouviu falar em temer o novo?

Tento fazer algo novo todos dias, pelo menos algo que diferencie a segunda da terça-feira e assim por diante; todo dia traz consigo a oportunidade de criar novas experiências, novas atitudes, e novas emoções. Existe algo mais emocionante do que sair mundo afora, e viver? Primeiro você precisa saber diferenciar viver de sobreviver; comer, beber, respirar garantem a sua sobrevivência, e você nem gasta tanta energia para isso. Mas viver… Ah, viver dá trabalho, é preciso esforço, ir além da onde acha que consegue chegar, e procurar sempre se surpreender não somente com o mundo ou com os outros, mas consigo mesmo. E não há nada que se compare com a adrenalina de desafiar a si mesmo.

Dentre as minhas promessas para esse ano, busco ser mais do que jamais sonhei que poderia ser, deixar certos conceitos para trás e enfrentar meu medo de novo sem me preocupar com o que pode acontecer; afinal, sou um eterno apaixonado pelo amanhã e tudo que está por vir em meu caminho. O que você fez hoje de emocionante que causou lágrimas em seus olhos, ou causou um sorriso em seu rosto, ou fez seu coração bater mais forte? A maioria das pessoas não pensa tanto nisso, e deixam que os dias tornem-se todos iguais quando passam por elas, apenas esperando que algo emocionante aconteça com elas. Mas a emoção vem de dentro, e se você está apenas a espreita da felicidade, como pode esperar que um dia desses você simplesmente acorde ao redor de tudo que sempre sonhou para si?

O lado bom de ser dramático é que nunca há uma rotina; sempre há algo que mexe conosco e nos emociona, e nos mostra exatamente o quanto é bom estar vivo.

Ao som de: Thriller / Heads Will Roll – Glee.