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A guerra fria II

Existe uma guerra não-declarada acontecendo, e que tem me desgastado demais dia após dia. Uma guerra fria que poucos conhecem e que muitos deixam ser vencidos. É a batlha que ocorre contra o mundo real e a teoria de que não existe amor, apenas sexo, agarramentos e troca de saliva. Não existe espaço para romantismo, muito menos para acreditar que se for paciente, amor virá até você. Se você esperar, se dedicar, e ser leal à sua crença, seus sonhos podem se tornar realidade, dentro de um mundo àspero que insiste em alienar e tentar destruir o que ainda existe de bom. Mas cansa, exaure, a alma às vezes não aguenta a pressão e você pode chegar num ponto em que, talvez, tudo pelo qual você sempre sonhou, tudo pelo qual você espera... Você pode perder forças, e achar que nada disso pode acontecer. Que talvez o mundo real esteja certo, e é você quem não está aproveitando tudo que poderia.

Hoje eu descobri que meu coração não pertence à mim, mas às pessoas que acreditam em mim e que me mantém vivo durante esta guerra. E que me ajudam a acreditar que estas trincheiras só virão abaixo quando você, aquela com quem sonho que está por aí - e que também está me procurando - aparecer na minha vida e declarar a paz oficial tanto do meu espírito, minha alma, quanto do meu coração. Deixei meu coração em Londrina; achei que seria um lugar seguro, e tenho certeza de que estará lá quando eu voltar. Enquanto isso marcho em frente em sua procura, coberto de cicatrizes e com lágrimas secas em meu rosto, mas sempre em frente. E se não foi hoje, será amanhã. Essa guerra está perto de terminar, o pior já passou. Você vai adorar o amanhã.


Música de Hoje: The Impossible Dream – Tom Jones.

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