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O mundo sensível

As pessoas não sabem viver em sociedade. Até aí, todo mundo deveria saber. Mas o que faz das pessoas tão falhas é a utopia liderada pelo "mundo real", onde a vontade da maioria prevalece e não existe espaço para a individualidade. Assim as pessoas se perdem, se deixam morrer, e creem que se sentirão satisfeitos assim. E quando percebem que ainda estão desconfortáveis, descobrem que existe um vazio dentro de si. Um vazio de criação própria, porém alguns nem desconfiam disto. Pensam que se seguirem o mundo real, sem nunca questionar o que lhes é imposto, tudo ficará bem. E na maior das ironias, ainda se perguntam porque não são felizes.

A partir disto o caos toma conta. As inseguranças vem à tona e as pessoas, confudas com isto, passam a criar termos como "culpa" e responsabilizam uns aos outros por suas angústias. Todos vivemos a base de agonia e êxtase, e se nos dessemos conta disto perceberiamos como o vazio em nós, a busca pela felicidade, foi criado por nossos medos, as "imperfeições" que escondemos do mundo real, e a vontade de questionar tudo ao nosso redor acaba presa na garganta. O que tem de tão bom no mundo real?

A verdade é que vivemos num mundo sensível, e nossos antepassados já nos avisaram sobre isto. Não precisamos de milagres para sermos felizes, basta acreditarmos em algo. E acredite se quiser, mas de todas as crenças, a que mais precisamos é amor.


Música do Dia: Overture Delle Donne – “Nine” Original Soundtrack.

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