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Chromolume #5

Não há nada tão difícil quanto agir verdadeiramente com quem somos, e deixar que nossas verdadeiras cores se tornem visíveis para os outros. Então escondemos a verdade de quem somos do mundo, deixamos nossos sonhos e nossas paixões de lado e nossas esperanças e desejos guardados ainda esperando que um dia possamos ser plenamente felizes.

Impedimos que outros se aproximem demais, temendo que nos abandonem caso nos conheçam bem demais. Construimos um muro ao nosso redor para manter os outros longe da nossa verdadeira face, enquanto lentamente nos permitimos morrer com o isolamento. Em troca, ninguém realmente chega a nos conhecer, e relacionamentos em potencial vem e vão enquanto nos mantemos de vigília para nos proteger, mal sabendo que limitar até onde outros podem adentrar nossa vida na verdade não é viver, e morremos cada dia um pouco mais sob a ilusão de que estamos seguros.

Mas há a redenção, e quando nos permitimos mostrar ao mundo a beleza de ser quem somos, finalmente percebemos quanto tempo perdemos com medo e negação, forçando sorrisos e risadas, e acobertando um coração partido que já poderia estar curado há tanto tempo. E quando alguém nos faz perceber exatamente o quanto somos belos pelo que somos, é aí que a felicidade começa.

Ao som de: True Colors – Cyndi Lauper.

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