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Enquanto houver sol

Eu sinto muito a falta de uma sacada na minha casa; para mim não há nada como me sentar de frente ao por-do-sol no fim de mais um longo dia exaustivo com uma bebida em mãos e um bom amigo ao lado. E além da paisagem é um tanto quanto reconfortante também olhar para baixo e avistar pessoas tão pequenas à distância e tão apressadas com suas vidas, olhando no relógio e atravessando ruas sem nunca reparar que alguém de cima pode estar observando. Todos afobados e ansiosos para voltar para casa que sequer reparam em outros ao seu redor – a não ser quando tromam neles – e muito menos ao por-do-sol. Todos tão preocupados em garantir seu lugar ao sol que se esquecem de aproveitar os pequenos prazeres da vida; momentos raros como se inspirar com um horizonte repleto de promessas para o amanhã. O sol continua a nascer e a se por, e sempre me pego preso ao olhar enquanto mais um dia termina, lentamente me entregando à crença de que enquanto houver sol, você vai adorar o amanhã.

Ao som de: Don’t Let the Sun Go Down On Me – Elton John.

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