Pular para o conteúdo principal

Existe amor em Cascavel?

Depois de quase dois anos morando em Cascavel e apesar de tudo que já vivi em minha jornada, ainda não encontrei o que estou procurando. Cascavel é uma cidade rica em vários aspectos – mulheres bonitas, apartamentos razoáveis e pontos de moto-taxi em quase cada esquina – mas deixa a desejar em fatores como simpatia, sorrisos e, acima de tudo, amor.

Claro, existem casais de mãos dadas por todos os lados mas basta olhar em seus olhos para perceber exatamente o quanto sua paixão é profunda. Parece que cada vez mais pessoas preferem casos de uma só noite do que compromissos de uma vida inteira, e optam pelo prazer imediato ao em vez da verdadeira felicidade. E conforme a luxúria tende a superar quaisquer esperanças de tornar sonhos em realidade, eu tive que questionar; existe amor em Cascavel?

Não há como negar que este é o mundo real onde o tempo envelhece o rosto das mulheres e esfria o coração dos homens, e materialismo e cinismo são tomados como valores para garantir nossa sobrevivência, mas estamos mesmo nos sentindo tão ameaçados e melancólicos para deixar de acreditar que existe alguém lá fora para nos apaixonarmos e que nos ame de volta?

O mundo não é mais um lugar romântico, mas nunca realmente abrimos mão do romantismo. Ainda existem aqueles dispostos a lutar pelos seus sonhos e a promessa do amanhã. Não deixe o mundo vencer.

Ao som de: She Believes in Me – Ronan Keating.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 5 estágios do Roacutan

            Olá. Meu nome é Igor Costa Moresca e eu não sou um alcoólatra. Muito pelo contrário, sou um apreciador, um namorador, um profissional em se tratando de bebidas. Sem preconceito, horário ou frescura com absolutamente nenhuma delas, acredito que existe sim o paraíso, e acredito que o harém particular que está reservado para mim certamente tem open bar. Já tive bebidas de todas as cores, de várias idades, de muitos amores, assim como todas as ressacas que eram possíveis de se tirar delas. Mas todo esse amor, essa dedicação e essas dores de cabeça há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia, tudo por uma causa maior. Até mesmo maior do que churrascos de aniversário, camarotes com bebida liberada e brindes à meia noite depois de um dia difícil. Maior do que o meu gosto pelos drinques, coquetéis e chopes, eu optei por mergulhar de cabeça numa tentativa de aprimorar a mim mesmo, em vês de continuar me afogando na mesmisse da minha mela...

A justificativa sem fim

45 anos atrás, Pink Floyd disse que não precisamos de educação e aqui estamos nós: aparentemente muito confortáveis com a nossa imprudência. Claro: não imaginávamos que um hino rebelde poderia nos deixar tão mal acostumados, e realmente não é de se culpar o hino - nem nada ou alguém na verdade - a não ser nós mesmos pelo estado da nossa cultura. O problema, como é de se esperar, mora na interpretação de texto - ou então, especificamente, no nosso jeito de ler e reproduzir o mundo à nossa volta, à nossa maneira, sob uma visão espetacularmente egocêntrica. Pelo visto Pink Floyd não percebeu que, ao tirar a educação da equação, também estava abrindo a porta para a insensatez sem limites. O que nos leva ao novo grande mal estar da humanidade (e outro sério problema acadêmico): a justificativa sem fim. Assim como Pink Floyd nos absolve da necessidade de qualquer educação ou controle de pensamento, passamos a admirar toda e qualquer instituição capaz de assumir a responsabilidade sobre noss...

Olhe em seus olhos e verá o que sabem

Quando as coisas parecem estar a ponto de desmoronarem, eu me pego pensando no passado e todas as pessoas que conheci. As pessoas com quem compartilhei risadas, que afagaram meu choro, e sempre me disseram que apesar de tudo eu poderia ser feliz em qualquer lugar. Eu me lembro de quando conheci cada um, e como aos poucos foram tornando-se essenciais, e mesmo depois de tanto tempo eu ainda revejo nossos momentos juntos e percebo que enquanto durou, tudo valeu a pena. Os sorrisos imortalizados nas fotos não me deixam mentir; estávamos no auge, felizes sem saber, e sem se preocupar com o amanhã. Afinal, estávamos juntos, nas alegrias e tristezas, e era só o que importava. Mas ao refletir sobre tudo, me pego pensando se realmente fui o melhor amigo que poderia ter sido, ou se eu demonstrei o bastante a importância de cada um na minha vida. Se os amei o bastante, se fiz diferença... Se o que nós tínhamos poderia sobreviver à frieza dos anos e, quem sabe um dia, pudessemos todos nos e...