Pular para o conteúdo principal

Meu superego, meu eu II

É um fato comprovado que quem segue todas as regras, perde toda a diversão. Quando jovens aprendemos a respeitar as placas que dizem “não pise na grama”, a não falar com estranhos, e a não pegar coisas que não são nossas.

Mas quando crescemos e nossa vontade de se divertir cresce conosco, aprendemos a procurar brechas nas regras que tanto nos restringem – e na maioria das vezes, nós as encontramos. Aprendemos que algumas regras foram feitas para serem quebradas, e logo passamos a distinguir cada vez melhor quais delas podemos ou não desobedecer.

Não pise em terreno proibido, mas e se for tentador demais para resistir? Não fale com estranhos, mas e se seus sorrisos forem persuasivos o bastante para seguí-los? Não pegue coisas que não são suas, mas e se nosso desejo tomar o melhor de nós e nos convencer de que aquilo deve ser nosso?

Então deixamos nossa consciência de lado e quebramos as regras, sem nunca pensar nas consequências que virão se formos pegos no flagra.

Ao som de: Lying is the Most Fun a Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off – Panic! At the Disco.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 5 estágios do Roacutan

            Olá. Meu nome é Igor Costa Moresca e eu não sou um alcoólatra. Muito pelo contrário, sou um apreciador, um namorador, um profissional em se tratando de bebidas. Sem preconceito, horário ou frescura com absolutamente nenhuma delas, acredito que existe sim o paraíso, e acredito que o harém particular que está reservado para mim certamente tem open bar. Já tive bebidas de todas as cores, de várias idades, de muitos amores, assim como todas as ressacas que eram possíveis de se tirar delas. Mas todo esse amor, essa dedicação e essas dores de cabeça há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia, tudo por uma causa maior. Até mesmo maior do que churrascos de aniversário, camarotes com bebida liberada e brindes à meia noite depois de um dia difícil. Maior do que o meu gosto pelos drinques, coquetéis e chopes, eu optei por mergulhar de cabeça numa tentativa de aprimorar a mim mesmo, em vês de continuar me afogando na mesmisse da minha mela...

A justificativa sem fim

45 anos atrás, Pink Floyd disse que não precisamos de educação e aqui estamos nós: aparentemente muito confortáveis com a nossa imprudência. Claro: não imaginávamos que um hino rebelde poderia nos deixar tão mal acostumados, e realmente não é de se culpar o hino - nem nada ou alguém na verdade - a não ser nós mesmos pelo estado da nossa cultura. O problema, como é de se esperar, mora na interpretação de texto - ou então, especificamente, no nosso jeito de ler e reproduzir o mundo à nossa volta, à nossa maneira, sob uma visão espetacularmente egocêntrica. Pelo visto Pink Floyd não percebeu que, ao tirar a educação da equação, também estava abrindo a porta para a insensatez sem limites. O que nos leva ao novo grande mal estar da humanidade (e outro sério problema acadêmico): a justificativa sem fim. Assim como Pink Floyd nos absolve da necessidade de qualquer educação ou controle de pensamento, passamos a admirar toda e qualquer instituição capaz de assumir a responsabilidade sobre noss...

Olhe em seus olhos e verá o que sabem

Quando as coisas parecem estar a ponto de desmoronarem, eu me pego pensando no passado e todas as pessoas que conheci. As pessoas com quem compartilhei risadas, que afagaram meu choro, e sempre me disseram que apesar de tudo eu poderia ser feliz em qualquer lugar. Eu me lembro de quando conheci cada um, e como aos poucos foram tornando-se essenciais, e mesmo depois de tanto tempo eu ainda revejo nossos momentos juntos e percebo que enquanto durou, tudo valeu a pena. Os sorrisos imortalizados nas fotos não me deixam mentir; estávamos no auge, felizes sem saber, e sem se preocupar com o amanhã. Afinal, estávamos juntos, nas alegrias e tristezas, e era só o que importava. Mas ao refletir sobre tudo, me pego pensando se realmente fui o melhor amigo que poderia ter sido, ou se eu demonstrei o bastante a importância de cada um na minha vida. Se os amei o bastante, se fiz diferença... Se o que nós tínhamos poderia sobreviver à frieza dos anos e, quem sabe um dia, pudessemos todos nos e...