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O que eu fiz por amor II

Desde as pequenas concessões até os mais grandiosos atos, todos nós em algum ponto de nossas vidas deixamos a razão de lado e agimos solenemente de acordo com nossas emoções, e seguimos a direção que o coração nos apontou como sendo o caminho certo.

Deixamos nossos sonhos de lado, nossas vontades em segundo plano, e nossa felicidade em espera, tudo para trazer um sorriso ao rosto de uma pessoa especial, mas que nem sempre se dá conta dos sacrifícios que fazemos. E até então nem nos preocupamos com o quanto este amor nos desgasta, nos exaure a alma e aos poucos nos destrói, até nos lembrarmos da pessoa que costumávamos ser e dos planos que tínhamos; planos dos quais nos desfizemos alegremente, na esperança de que tudo valeria a pena no fim.

Nós crescemos, amadurecemos e aprendemos que por mais egoísta que pareça e por mais amor que você sinta por essa pessoa, você precisa amar mais a si próprio. E com o tempo, é o amor que acaba ficando em segundo plano. Nos damos conta de que nossos sonhos são maiores que tudo isso, inclusive maiores do que aquela pessoa.

E mesmo quando passamos a ter os dois pés no chão e a tomar decisões com base somente naquilo que é real e visível aos olhos – ao contrário do que sentimos, por mais forte que seja – jamais nos esquecemos, e tampouco nos arrependemos das coisas que um dia fizemos por amor.

Ao som de: What I Did For Love – Glee.

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