Pular para o conteúdo principal

Cante comigo

Talvez eu esteja assistindo muito "Glee" mas durante o percurso deste novo ano e com a promessa de tentar desafiar a gravidade, por mais ousado ou ridículo que pareça, eu descobri que não só posso traduzir minhas agonias para fora de mim em forma escrita, como também posso expressá-las através de melodias. Mas desta vez não estou falando apenas de levar a vida através de músicas; agora estou cantando. Tirando as caras de surpresa dos meus conhecidos, as expressões de "o-que-o-Igor-inventou-agora" dos meus amigos, e os olhares tortos dos meus vizinhos, tem sido bastante divertido quebrar o silêncio com músicas agora com o som da minha própria voz. Dizem que é preciso tempo e coragem para descobrir sua voz para expor suas opiniões e desbafar suas angúsias até finalmente conseguir dizer aos outros quem você realmente é, do que é feito e o que quer desta vida. Mas quando você consegue encontrar sua própria voz neste mundo, você passa a se surpreender cada vez mais com o poder que esta possui e inclusive o quanto pode ser divertido não só usar suas cordas vocais para conversar, debater ou gritar mas para cantar sobre você mesmo, seus ideais e, digamos até, amor. Cante por si mesmo, cante com os outros, cante para o mundo. Deixe se levar pela música e, não importa o que digam, jamais deixe o mundo abafar o som da sua voz.

E é com os pulmões cheios de otimismo que eu trago a trilha sonora de Fevereiro:

01. Thriller / Heads Will Roll – Glee

02. Happy – Leona Lewis

03. Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler

04. Take a Bow – Rihanna

05. Hello Again – Neil Diamond

06. …Baby One More Time – Britney Spears

07. Like a G6 – Far East Movement feat. The Cataracs Dev.

08. The Heart of the Matter – India.Arie

09. Simple Together – Alanis Morrisette

10. Smile – Charlie Chaplin

11. Funny Girl – Idina Menzel

12. SING – My Chemical Romance

13. Just a Dream – Nelly

14. One – A Chorus Line

Bonus Track: Vogue – Glee

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 5 estágios do Roacutan

            Olá. Meu nome é Igor Costa Moresca e eu não sou um alcoólatra. Muito pelo contrário, sou um apreciador, um namorador, um profissional em se tratando de bebidas. Sem preconceito, horário ou frescura com absolutamente nenhuma delas, acredito que existe sim o paraíso, e acredito que o harém particular que está reservado para mim certamente tem open bar. Já tive bebidas de todas as cores, de várias idades, de muitos amores, assim como todas as ressacas que eram possíveis de se tirar delas. Mas todo esse amor, essa dedicação e essas dores de cabeça há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia, tudo por uma causa maior. Até mesmo maior do que churrascos de aniversário, camarotes com bebida liberada e brindes à meia noite depois de um dia difícil. Maior do que o meu gosto pelos drinques, coquetéis e chopes, eu optei por mergulhar de cabeça numa tentativa de aprimorar a mim mesmo, em vês de continuar me afogando na mesmisse da minha mela...

A girafa e o chacal

Melhor do que os ensinamentos propostos por pensadores contemporâneos são as metáforas que eles usam para garantir que o que querem dizer seja mesmo absorvido. Não é à toa que, ao conceituar a importância da empatia dentro dos processos de comunicação não violenta, Marshall Rosenberg destacou as figuras da girafa e do chacal . Somos animais com tendências ambivalentes – logo, nada mais coerente do que sermos tratados como tal.  De acordo com Marshall, as girafas possuem o maior coração entre todos os mamíferos terrestre. O tamanho faz jus à sua força, superior 43 vezes a de um ser humano, necessária para bombear sangue por toda a extensão do seu pescoço até a cabeça. Como se sua visão privilegiada do horizonte não fosse evidente o suficiente, o animal é duplamente abençoado pela figura de linguagem: seu olhar é tão profundo quanto seus sentimentos.  Enquanto isso, o chacal opera primordialmente pelos impulsos violentos, julgando constantemente cada aspecto do ambiente ...

A justificativa sem fim

45 anos atrás, Pink Floyd disse que não precisamos de educação e aqui estamos nós: aparentemente muito confortáveis com a nossa imprudência. Claro: não imaginávamos que um hino rebelde poderia nos deixar tão mal acostumados, e realmente não é de se culpar o hino - nem nada ou alguém na verdade - a não ser nós mesmos pelo estado da nossa cultura. O problema, como é de se esperar, mora na interpretação de texto - ou então, especificamente, no nosso jeito de ler e reproduzir o mundo à nossa volta, à nossa maneira, sob uma visão espetacularmente egocêntrica. Pelo visto Pink Floyd não percebeu que, ao tirar a educação da equação, também estava abrindo a porta para a insensatez sem limites. O que nos leva ao novo grande mal estar da humanidade (e outro sério problema acadêmico): a justificativa sem fim. Assim como Pink Floyd nos absolve da necessidade de qualquer educação ou controle de pensamento, passamos a admirar toda e qualquer instituição capaz de assumir a responsabilidade sobre noss...