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Psicologia: ano II

E aí o 2º ano terminou e ainda estamos em Novembro, esperando pelas notas finais e com um pouco da animação das últimas confraternizações que tivemos antes de sumirmos por três meses dentro do verão afora. Depois de tudo que aconteceu, eu acho que posso dizer com certeza que o 2º ano foi definitivamente melhor do que o primeiro – quando ainda estávamos envergonhados demais para falar em voz alta, todos nós mal nos conhecíamos e alguns sequer sabiam o que estavam fazendo ali naquela sala, naquele curso, com aquelas pessoas estranhas.


Os estudos ficaram mais difíceis, assim como os relatórios de estágio e de psicologia experimental – coisa que só realmente aprendemos a fazer na semana da entrega – mas em compensação tivemos mais momentos juntos do que o nosso primeiro ano de contato com toda a teoria e a prática da Psicologia e, diga-se de passagem, com as nossas próprias neuroses. Novas amizades nasceram, mas nem todas duraram e algumas com certeza ainda estamos tentando esquecer, enquanto as que já tínhamos fortaleceram-se e provaram ser verdadeiras o bastante para nos amparar até o 5º ano; não importa com quais paranóias, crises existenciais, de identidade ou de ansiedade que ainda temos que lidar pela frente, pelo menos não estamos sozinhos.


Começamos a brigar e discutir por causa da formatura, organizamos mais festas e cervejadas juntos, aprendemos a trabalhar em grupo – isto é, com quem conseguimos ou não trabalhar, ou então a pelo menos engolir o ódio assassino que acompanha as atividades – e passamos a entender um pouco mais sobre nós mesmos dentro de todo esse contexto complicado e confuso da Psicologia, onde é sempre preciso pensar duas vezes antes de agir, ou pelo menos saber como lidar depois de cometer um engano. É por isso que ainda estamos juntos, e é por isso que estamos dispostos a seguir em frente.


Olhando em retrospectiva talvez o 2º ano não seja o melhor de todos que teremos na faculdade, mas será sem dúvida inesquecível por tudo que aprendemos, seja do próprio curso, das pessoas ao nosso redor, ou sobre nós mesmos. Depois de superar o choque inicial do ano passado, este foi um ano de aprofundamento, reconhecimento das nossas capacidades e desejos que ainda esperamos alcançar, da descoberta de novas dúvidas sobre o que ainda teremos que enfrentar pela frente e, acima de tudo, um aprofundamento dessa classe – o futuro da Psicologia – que deixou parte da insegurança para trás e está caminhando em rumo a uma nova etapa: o 3º ano. E se você acha que já viu de tudo, agora é a hora de acordar e perceber que ainda não vimos nada ainda. Pelo contrário, ainda estamos só começando.



Ao som de: Come So Far (Got So Far to Go) – Hairpsray.

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