Pular para o conteúdo principal

18 ½

Escrevo… Escrevo… Escrevo… Por que escrevo? Escrevo porque é melhor do que falar sozinho; pelo menos há um registro. Escrevo todos os dias o que sinto e compartilho com o mundo, na esperança de que alguém no mundo deseje compartilhar também comigo o que sente, todos os dias. Escrever alivia minhas angústias, faz com que eu me sinta melhor enquanto estou perdido no mundo. Acho que escrever é o que está me levando adiante agora. E de certo modo, eu sinto que cada vírgula que escrevo me aproxima mais de você.

Quero me sentir vivo de novo, quero sorrisos, risadas, drama, lágrimas, som, fúria, paixão… Amor. Quero me apaixonar de novo; quer dizer, quero me permitir me apaixonar de novo. Quero coerência na minha incoerência, e quero você que eu nunca conheci mas sei que está por aí… É por você que estou vivendo, e não é a toa que me sinto vazio e sozinho mesmo ao redor de tantos rostos e com uma vida repleta de felicidade que para mim não faz sentido sem você. E não sei viver de outra maneira; você é a minha essência, minha assombração, minha constante, meu tudo. É só isso o que eu quero, o resto é consequência. Não me reprima por querer alguém para amar, mas minha vida é meio vazia sem você. Você está por aí… Não está?

Igor Costa Moresca, romântico incurável e eterno otimista. Dezoito anos e meio, e inúmeras neuroses. E a crise existencial de “Nine” continua…


***


Trilha sonora de Agosto:


01. California Gurls – Katy Perry feat. Snoop Dogg

02. Got to Be Real – Cheryl Lynn

03. Walk This Way – Aerosmith feat. Run DMC

04. Don’t Stop ‘Till You Get Enough – Michael Jackson

05. Shining Star – Earth, Wind & Fire

06. Beautiful Girls – Sean Kingston

07. Hold On – KT Tunstall

08. The Winner Takes It All – Meryl Streep

09. You Lost Me – Christina Aguilera

10. Take It All – Marion Cotillard

11. Long, Long Time – Linda Ronstadt

12. Walk On – U2

Comentários

  1. rsrs talvez você deve ser seu próprio tudo primeiro, e depois compartilhar isso com alguém

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Os 5 estágios do Roacutan

            Olá. Meu nome é Igor Costa Moresca e eu não sou um alcoólatra. Muito pelo contrário, sou um apreciador, um namorador, um profissional em se tratando de bebidas. Sem preconceito, horário ou frescura com absolutamente nenhuma delas, acredito que existe sim o paraíso, e acredito que o harém particular que está reservado para mim certamente tem open bar. Já tive bebidas de todas as cores, de várias idades, de muitos amores, assim como todas as ressacas que eram possíveis de se tirar delas. Mas todo esse amor, essa dedicação e essas dores de cabeça há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia, tudo por uma causa maior. Até mesmo maior do que churrascos de aniversário, camarotes com bebida liberada e brindes à meia noite depois de um dia difícil. Maior do que o meu gosto pelos drinques, coquetéis e chopes, eu optei por mergulhar de cabeça numa tentativa de aprimorar a mim mesmo, em vês de continuar me afogando na mesmisse da minha mela...

A girafa e o chacal

Melhor do que os ensinamentos propostos por pensadores contemporâneos são as metáforas que eles usam para garantir que o que querem dizer seja mesmo absorvido. Não é à toa que, ao conceituar a importância da empatia dentro dos processos de comunicação não violenta, Marshall Rosenberg destacou as figuras da girafa e do chacal . Somos animais com tendências ambivalentes – logo, nada mais coerente do que sermos tratados como tal.  De acordo com Marshall, as girafas possuem o maior coração entre todos os mamíferos terrestre. O tamanho faz jus à sua força, superior 43 vezes a de um ser humano, necessária para bombear sangue por toda a extensão do seu pescoço até a cabeça. Como se sua visão privilegiada do horizonte não fosse evidente o suficiente, o animal é duplamente abençoado pela figura de linguagem: seu olhar é tão profundo quanto seus sentimentos.  Enquanto isso, o chacal opera primordialmente pelos impulsos violentos, julgando constantemente cada aspecto do ambiente ...

A justificativa sem fim

45 anos atrás, Pink Floyd disse que não precisamos de educação e aqui estamos nós: aparentemente muito confortáveis com a nossa imprudência. Claro: não imaginávamos que um hino rebelde poderia nos deixar tão mal acostumados, e realmente não é de se culpar o hino - nem nada ou alguém na verdade - a não ser nós mesmos pelo estado da nossa cultura. O problema, como é de se esperar, mora na interpretação de texto - ou então, especificamente, no nosso jeito de ler e reproduzir o mundo à nossa volta, à nossa maneira, sob uma visão espetacularmente egocêntrica. Pelo visto Pink Floyd não percebeu que, ao tirar a educação da equação, também estava abrindo a porta para a insensatez sem limites. O que nos leva ao novo grande mal estar da humanidade (e outro sério problema acadêmico): a justificativa sem fim. Assim como Pink Floyd nos absolve da necessidade de qualquer educação ou controle de pensamento, passamos a admirar toda e qualquer instituição capaz de assumir a responsabilidade sobre noss...