Pular para o conteúdo principal

2010 lágrimas, parte 1: Muito Igor por nada

365 dias, 164 postagens, 136 músicas, e muito, muito drama. Meu nome é Igor Costa Moresca, e se você ainda não me conhece, existem algumas coisas que precisa saber. Eu sou alguém que está a procura de amor - amor real, amor incondicional, ridículo, consumidor, amor do tipo um-não-vive-sem-o-outro. Sou alguém que vive em seu próprio mundo, onde suas filosofias mostram o caminho a seguir, e quanto menos sentido as coisas tiverem, melhor.

Eu tinha muitas expectativas para o ano de 2010, e agora que já está chegando ao fim, posso dizer que passei a maior parte do tempo felizmente surpreendido, e derramando lágrimas de alegria em vez de tristeza. E ao olhar em retrospectiva para todas as pessoas que conheci, os lugares que frequentei, os amores que senti, as neuroses com as quais sofri, e os sonhos dos quais não abri mão - e inclusive os que vi se realizarem - não posso deixar de refletir em como este sem dúvida será um ano para guardar no coração.

Dizem que ao relembrar como foi seu ano e isto não lhe trouxer lágrimas de felicidade ou dor, considere-o desperdiçado. E eu vivi; ah, como eu vivi. Para rever a jornada que fiz até aqui, preciso começar pelas questões mais importantes; eu ainda sou eu? Qual é o mal em acreditar em "felizes para sempre"? E se no fim tudo isso acabar sendo apenas "muito Igor por nada"?

Tentei respondê-las por meses, e agora aqui estão as dez tentativas em que senti que cheguei mais perto de descobrir. Senão as respostas, pelo menos a mim mesmo. E adivinhem só; eu continuo louco, mesmo depois de todos esses anos.

1º - Muito Igor por nada (19/09)

2º - Quem é esse garoto? (28/09)

3º - 100 lágrimas (08/10)

4º - Quando eu crescer… (27/10)

5º - Zen-Morescismo (21/09)

6º - Palavras de um coração partido (25/09)

7º - Você vai adorar o amanhã: O musical (28/10)

8º - Crepúsculo, ou o último dos românticos (30/06)

9º - O verdadeiro Igor (13/08)

10º - Você ainda é você (31/01)

Ao som de: I Will Remember You – Ryan Cabrera

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Os 5 estágios do Roacutan

            Olá. Meu nome é Igor Costa Moresca e eu não sou um alcoólatra. Muito pelo contrário, sou um apreciador, um namorador, um profissional em se tratando de bebidas. Sem preconceito, horário ou frescura com absolutamente nenhuma delas, acredito que existe sim o paraíso, e acredito que o harém particular que está reservado para mim certamente tem open bar. Já tive bebidas de todas as cores, de várias idades, de muitos amores, assim como todas as ressacas que eram possíveis de se tirar delas. Mas todo esse amor, essa dedicação e essas dores de cabeça há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia, tudo por uma causa maior. Até mesmo maior do que churrascos de aniversário, camarotes com bebida liberada e brindes à meia noite depois de um dia difícil. Maior do que o meu gosto pelos drinques, coquetéis e chopes, eu optei por mergulhar de cabeça numa tentativa de aprimorar a mim mesmo, em vês de continuar me afogando na mesmisse da minha mela...

A girafa e o chacal

Melhor do que os ensinamentos propostos por pensadores contemporâneos são as metáforas que eles usam para garantir que o que querem dizer seja mesmo absorvido. Não é à toa que, ao conceituar a importância da empatia dentro dos processos de comunicação não violenta, Marshall Rosenberg destacou as figuras da girafa e do chacal . Somos animais com tendências ambivalentes – logo, nada mais coerente do que sermos tratados como tal.  De acordo com Marshall, as girafas possuem o maior coração entre todos os mamíferos terrestre. O tamanho faz jus à sua força, superior 43 vezes a de um ser humano, necessária para bombear sangue por toda a extensão do seu pescoço até a cabeça. Como se sua visão privilegiada do horizonte não fosse evidente o suficiente, o animal é duplamente abençoado pela figura de linguagem: seu olhar é tão profundo quanto seus sentimentos.  Enquanto isso, o chacal opera primordialmente pelos impulsos violentos, julgando constantemente cada aspecto do ambiente ...

A justificativa sem fim

45 anos atrás, Pink Floyd disse que não precisamos de educação e aqui estamos nós: aparentemente muito confortáveis com a nossa imprudência. Claro: não imaginávamos que um hino rebelde poderia nos deixar tão mal acostumados, e realmente não é de se culpar o hino - nem nada ou alguém na verdade - a não ser nós mesmos pelo estado da nossa cultura. O problema, como é de se esperar, mora na interpretação de texto - ou então, especificamente, no nosso jeito de ler e reproduzir o mundo à nossa volta, à nossa maneira, sob uma visão espetacularmente egocêntrica. Pelo visto Pink Floyd não percebeu que, ao tirar a educação da equação, também estava abrindo a porta para a insensatez sem limites. O que nos leva ao novo grande mal estar da humanidade (e outro sério problema acadêmico): a justificativa sem fim. Assim como Pink Floyd nos absolve da necessidade de qualquer educação ou controle de pensamento, passamos a admirar toda e qualquer instituição capaz de assumir a responsabilidade sobre noss...